Ativo ganhou espaço em protocolos dermatológicos por estimular regeneração celular, melhorar firmeza e acelerar a recuperação da pele com resultados naturais
Por: Manuela Troccoli
Poucos ativos cresceram tanto no universo da dermatologia estética nos últimos meses quanto os exossomos. Presentes em protocolos que prometem regeneração cutânea, melhora da firmeza e recuperação acelerada da pele, eles rapidamente se tornaram uma das maiores tendências dos consultórios dermatológicos. O interesse em torno da tecnologia acompanha um movimento crescente da estética atual: tratamentos que estimulam a pele a funcionar melhor, priorizando resultados naturais, luminosidade e saúde cutânea.
Segundo Dr. Seme Gabriel Cury, médico dermatologista e Diretor Clínico da Seme Gabriel Cury Dermatologia, os exossomos já existem naturalmente no organismo e funcionam como “mensageiros” celulares. “Eles carregam proteínas, fatores de crescimento e material genético que funcionam como instruções para outras células, alterando o comportamento delas de forma precisa”, explica. Na dermatologia, o destaque veio principalmente com os exossomos derivados de células-tronco e também os de origem vegetal, capazes de estimular mecanismos de regeneração de forma segura e controlada.
Na prática, os tratamentos com exossomos atuam diretamente na comunicação celular da pele. “Eles estimulam a produção de colágeno e elastina, regulam a inflamação, aceleram a reparação tecidual e ajudam até na melhora de manchas e cicatrizes de acne”, afirma o especialista. Entre os benefícios mais percebidos pelos pacientes estão melhora da textura, firmeza, luminosidade e uniformidade da pele, além de um tempo de recuperação mais curto quando comparado a outros tratamentos com resultados semelhantes.
Apesar da popularidade crescente, ainda existe confusão entre os procedimentos clínicos com exossomos e os cosméticos que utilizam a tecnologia. Dr. Seme explica que existe uma diferença importante na forma como o ativo age em cada caso. “Nos procedimentos dermatológicos, os exossomos são aplicados junto a técnicas como laser e microagulhamento, que criam microcanais e permitem uma ação profunda na pele. Já nos cosméticos, a penetração é mais limitada e os produtos funcionam mais como complemento e manutenção”, diz.
O médico também alerta para a importância da procedência e armazenamento correto dos ativos. “Os exossomos são instáveis em altas temperaturas, então produtos mal conservados podem perder totalmente sua atividade biológica”, afirma. Por isso, antes de investir em qualquer tratamento, a recomendação é procurar um profissional habilitado e entender a origem do produto utilizado no protocolo.
Indicados para flacidez, envelhecimento cutâneo, manchas, cicatrizes de acne e recuperação pós-procedimentos, os exossomos vêm sendo vistos como uma nova fronteira da dermatologia regenerativa justamente por unir tecnologia e naturalidade. “É a pele funcionando melhor, não um resultado artificial”, finaliza o especialista.









