ENTREVISTA FELIPE THEODORO

Bloco 1 — O antes e a virada

01. Você veio do varejo, da loja, do shopping. O que o vendedor Theodoro sabia que o influenciador Theodoro às vezes esquece?

Resposta: Theodoro, vendedor lá na loja, dentro do shopping. É ali que a gente entende que ser um vendedor, trabalhar nessa profissão, já é praticamente se tornar um influenciador, distante das redes sociais. Ali fica muito claro como a influência, o cuidado e a comunicação são importantes para as pessoas. Muitas vezes, como influenciador, a gente vai tão no automático que nem percebe que certas coisas que fala e certas atitudes que toma têm um impacto diferente na vida das pessoas. A forma como você vê um conteúdo aí na sua casa, através da tela, chega até você de um jeito que, às vezes, é diferente do que a gente imagina. Então, o influenciador, né, Theodoro, precisa ter muito mais cuidado com aquilo que fala, com a forma como se posiciona, com o que usa e com o que compartilha nas redes sociais. Porque, muitas vezes, isso pode chegar às pessoas de uma maneira completamente diferente. Por isso, esse cuidado, como Theodoro influenciador, é infinitamente maior. Preciso ser muito mais atencioso e ter muito mais atenção nessa parte do que antes, quando eu era apenas o Theodoro vendedor.

02. Qual foi o momento exato em que você percebeu que tinha virado uma pessoa pública, e não só alguém que postava vídeo na internet?

Resposta: A partir do momento que você está compartilhando a sua rotina, o seu estilo de vida e ajudando pessoas a terem uma visão diferente da nossa sociedade, seus posicionamentos e comportamentos passam a influenciar muita gente. É por isso que a internet é um espaço onde você precisa ter muito cuidado. A partir do momento em que você tem um comportamento que pode influenciar pessoas a fazerem coisas que não são positivas, isso se torna uma responsabilidade sua. É nesse momento que o formador de opinião, não importa se tem dez mil seguidores ou um milhão, precisa entender que sua opinião, suas atitudes e a forma como lida com as situações são muito importantes, porque tudo isso gera impacto em quem recebe esse conteúdo. E, uma vez que você está na internet, acredito que é sua obrigação influenciar as pessoas para coisas boas: ter uma rotina saudável, se alimentar bem, dar importância ao que realmente importa. Conforme a gente está na internet, começa a ter esse cuidado com as pessoas, pensando em como um seguidor vai receber um vídeo, uma mensagem motivacional ou toda essa influência. É nisso que pensamos na hora de apertar o play para gravar alguma coisa. Cada atitude que temos na internet é uma forma de cuidado com a maneira como as pessoas vão receber aquilo. E tudo é feito para vocês, para gerar um impacto positivo na vida de vocês, para abrir um sorriso naquele dia nublado. Esse é o nosso objetivo. O meu, pelo menos.

03. Você começou na pandemia, num momento em que todo mundo estava mal. Quanto custa ser a pessoa que precisa estar bem?

Resposta: Começar uma carreira durante uma pandemia tem seu preço. Mas todo esse cenário que a gente cria, os momentos felizes e tudo o que as pessoas veem, começa antes mesmo de você apertar o play no vídeo, antes de gravar qualquer coisa. É importante ter essa forma de pensar muito bem alinhada dentro de você, porque não adianta vir para a câmera, rir, pular, dançar e, quando ela desliga, ser uma pessoa totalmente diferente daquela que aparece nas redes sociais. Isso é algo que, quando você começa sua vida nas redes, precisa desenvolver: você se blinda, se prepara e entende se aquilo que está transmitindo realmente vem do que sente. Afinal, você sempre vai transmitir o que está no seu interior. É por isso que existem influenciadores que compartilham ódio ou mensagens negativas: porque isso reflete o que existe dentro deles. Começar durante a pandemia foi, para mim, uma grande preparação mental. Eu repetia para mim mesmo: isso vai passar, vai ficar tudo bem. Infelizmente, haveria consequências e nem todas as pessoas iriam sorrir quando aquele cenário terminasse, mas era preciso enfrentar tudo da melhor forma possível. Acho que, quando comecei, lá nos primeiros vídeos, eu já tinha essa forma de pensar muito bem alinhada dentro de mim. E acredito que foi justamente por isso que deu certo.

Bloco 2 — Os bordões

04. “Feliz no simples” virou muito maior que você. Quando você falou isso pela primeira vez, sabia o que estava criando?

Resposta: Feliz no simples, gente. Eu criei um monstro, porque agora todo mundo quer ser feliz no simples. E o “feliz no simples” serve para qualquer pessoa. Por exemplo, eu amo comida de vó. O que é comida de vó para mim? Aquele arroz fresquinho com feijão, um macarrão do lado, uma farofinha por cima, tudo misturado. Gente, isso, para mim, é ser feliz no simples. Mas o feliz no simples também pode ser um hotel cinco estrelas, uma tarde em Paris, na Champs-Élysées, passar o verão europeu em Capri, em um iate. O simples é relativo. Na verdade, o feliz no simples é sobre dar valor às pequenas coisas. E o que pode ser simples para você talvez não seja para outra pessoa, assim como o que é simples para o outro pode não ser para você. Essa é a ideia do bordão. Ele vem carregado de muitas mensagens nas entrelinhas, que fazem você refletir. Assim como o “feliz no simples”, o “acordei gostosa”, o “bora beber água”, o “segura minha bolsa” — porque eu fico feliz quando compro uma bolsa nova — todos esses bordões carregam uma mensagem. Eles fazem você pensar sobre diferentes aspectos da nossa vida. No fim das contas, é isso: provocar uma reflexão. E agora, hora do quê? Hora do cafezinho.

05. Como é ouvir a sua própria frase na boca de um desconhecido na rua?

Resposta: Não, menina. Quando as pessoas falam, por exemplo, “cor de mão limpa” ou “hora do quê? Hora do quê? Do cafezinho”, isso é muito legal, porque esse é exatamente o objetivo do influenciador, do comunicador, quando cria um bordão e começa a espalhá-lo para que as pessoas usem. Quando eu criei o “hora do quê? Hora do quê? Do cafezinho”, a ideia era justamente essa: que, sempre que você fizesse esse movimento, lembrasse de mim. É assim que um bordão cria conexão entre o criador e quem acompanha o conteúdo. Seja por um gesto, por uma frase, por uma atitude ou por um comportamento, o objetivo é fazer com que as pessoas associem aquilo a você. Então, cria um bordão você também! Eu adoro isso. Enaltece as pessoas, leva uma mensagem positiva. “Feliz no simples”, “hora do quê? Hora do quê?”, “acordei gostosa”, “bora malhar, porque, se tudo der errado, pelo menos a gente tá gostosa”. Tem vários. Eu até brinco que deveria ter patenteado todos eles. Se tivesse feito isso, talvez já estivesse milionária. Mas não deu tempo.

06. O bordão te ajuda ou te prende?

Resposta: O bordão super me ajuda. “Como que me prende, gente?” Me prende o quê? Deus me livre, presa! Tá amarrado. Não, menina. Super me ajuda porque é exatamente essa conexão que a gente cria com a nossa audiência, com quem assiste a gente. Então, ele realmente ajuda e tem o objetivo que a gente quer, que eu quero, né? É verdade. Se as pessoas querem, eu não sei, mas o que eu quero…

07. Tem dia em que você não está feliz no simples. O que você faz com esse dia?

Resposta: Apaga do meu calendário. Boa tarde. Não, brincadeira. Eu acho que a gente tem que se respeitar. Sabe, eu falei no início do vídeo sobre quem é você quando a câmera tá desligada. Quando eu der o stop aqui, quem é Theodoro? E é exatamente isso que gera muita confusão na cabeça das pessoas, porque muitos influenciadores que começam agora nesse mercado, sabe, nesse universo da influência digital, eles simplesmente criam uma persona linda, perfeita, pele maravilhosa. “Ah, como eu sou legal.” “Ah, como eu sou bacana.” “Olha como é que eu tenho carisma.” E, quando dá o stop, é totalmente diferente daquilo. Então, isso é uma problemática, né, muito na coisa, na cabeça das pessoas. “Poxa, eu quero passar essa imagem”, mas, no offline, você é essa pessoa. Então, eu nunca quis criar uma pessoa distante demais daquilo que eu sou no offline, na rodinha de amigos, na intimidade. Então, assim, isso me dá uma vida longa nesse negócio, sabe? Isso me dá… é muita estrada por aí, porque eu não tô fazendo nada diferente do que eu faço quando eu não tô filmando, quando eu tô entre amigos, quando eu tô entre a minha família.

08. E “sou global”? Você fala isso rindo, mas virou verdade. Que graça tem uma piada que dá certo?

Resposta: Menina, é tudo, né? Quando a gente cala a boca das inimigas, é tudo. E o povo me pergunta, assim, às vezes: “É, Theo, mas a pessoa assim, o hater, né?” É porque é óbvio que tem gente que, “ai, eu não gosto”, “ai, eu não curto”, e tá tudo certo. Gente, eu não gosto de jiló. Olha aí, eu não gosto de jiló. E eu vou lá na feira implicar com o jiló? Eu não vou. Entendeu? “Oi, o senhor vende jiló?” “Ah, você é um sem noção de vender jiló.” Eu vou fazer isso? Eu não vou. Então, eu acho que é muito… é de você se respeitar, de você esperar o tempo certo das coisas, de você plantar e esperar colher. Então, quando a gente brinca, né, do ser global, são oportunidades que a gente teve e, obviamente, que a gente jamais esperou, né? Então, a gente brinca com essas coisas de nunca normalizar. Eu acho que isso é um grande segredo. Eu escutei isso de uma amiga, de uma ex-amiga. Abafa. Nunca normalize as coisas incríveis que você… que você vive, sabe? Tipo, hoje eu tô vivendo um dia muito incrível. Tipo… é coisas que eu jamais imaginaria. Então, isso é muito… é da criação que a gente teve, sabe? Assim, meus pais sempre valorizaram isso, minha mãe principalmente, de sempre valorizar cada momento, cada experiência. Eu acho que, depois que eu comecei a viver com a internet, é uma coisa que, gente, a gente nunca imaginou. E esse é um grande segredo: nunca normalize. Nunca normalize as coisas incríveis que acontecem na vida de vocês, sabe? Eu falo isso por mim e eu pratico isso muito. Desde uma capa de uma revista, desde um programa incrível que eu faço, desde uma campanha, desde uma cartinha de uma fã de 9 anos que eu recebi ontem. Nunca normalize, porque, quando você normaliza isso, ele deixa de ter aquela emoção. Você não sente mais o frio na barriga, sabe? Então, acho que isso é um grande segredo que eu carrego aqui. Na… opa, desculpa, que eu carrego aqui, na minha intimidade e me faz muito bem.

Bloco 3 — Influência e autoria

09. Você já disse que não criou um personagem porque personagem não se sustenta. Então o que é o Theodoro da internet, se não é personagem, o que é?

Resposta: É… O Theodoro da internet. Ele é uma extensão daquilo que eu vivo, né, na minha vida pessoal e offline. É justamente essa ideia da gente poder compartilhar coisas que vão inspirar pessoas, que vão trazer uma noção, sabe, de como é ficar mais tranquilo, a gente viver situações, passar por situações na nossa vida íntima, pessoal, profissional, de uma maneira mais leve. E eu acho que, assim, nenhum problema é maior do que a sua vontade de viver, do que a sua alegria. Nada pode ser maior do que você se sentir bem com você mesmo, do que você tá sempre motivado de alguma forma, porque a vida, ela é única. E ela passa numa velocidade assim tão rápida, que, quando você para pra refletir sobre a sua vida, sobre coisas que você já viveu, sobre situações do passado, fala assim: “Nossa, como isso passou rápido.” E é exatamente essa reflexão, sabe, de… de ser uma… a sua vida no íntimo, no pessoal, ser uma extensão daquilo que, às vezes, você compartilha, porque a nossa vida é extremamente editada, né? Extremamente editada. O que a gente compartilha nas redes sociais. Mas eu acho que dá pra gente ter um pouquinho… de noção ali quando a gente une as duas coisas.

10.O que você não posta mais, e por quê?

Resposta: O que eu não posto mais, e por quê? Eu acho que eu posto quase tudo, mas situações que às vezes podem gerar um gatilho em outras pessoas, eu sempre penso duas vezes. Situações, por exemplo, tem muitos assuntos que são delicados, situações de saúde, situações… Hoje a gente vive um enorme caos na nossa sociedade quando se fala sobre bet, então todos os assuntos que eu tento falar de alguma forma, assuntos sérios, eu sempre trago a leveza pra falar desses assuntos. O meu público é majoritariamente feminino, mais de noventa por cento de sete milhões de seguidores são mulheres. Então, quando eu falo sobre feminicídio, como quando chega outubro, eu falar sobre câncer de mama, quando chega, sabe, maternidade, tudo isso eu trago de uma forma leve. As férias de julho, como que a gente trata sobre isso? A mãe exausta, cansada, mas exatamente a gente traz ali aquele contraponto, que é o quê? O momento que você tem com seu filho, sabe? Ali pertinho de você. Ele tá na escola, naquela rotina, na escola, atividade, mas cê tá num período ali do ano onde você tá, ó, só você e ele, né? Então é sempre trazendo um contraponto ali. E tudo com muita leveza, porque eu acho que as pessoas recebem isso de uma maneira mais positiva. Sabe, se a gente for falar sobre câncer de mama, a gente já sabe que é uma situação muito difícil, então como que a gente traz leveza pra isso? Ó, na hora do banho, vamos se tocar. Entende como isso, as pessoas recebem de uma maneira mais leve um assunto que é tão sério, um assunto que precisa ser falado, assim como feminicídio na nossa sociedade, a forma como a sociedade trata as mulheres no Brasil. Então, tudo isso trazendo de uma forma mais leve. Então, hoje em dia, eu acho que eu penso muito em como eu vou trazer isso, e ali trazendo com pontos mais de leveza.

11. Você confia mais no seu gosto ou no seu analytics?

Resposta: Eu acho que, às vezes, o meu analítico, assim, né, querida, a gente tem que saber ler como as pessoas consomem, porque a forma como vocês consomem conteúdo, a forma como vocês se comportam, o poder de compra, como que a influência digital vai ali… vai evoluindo e mudando constantemente, eu preciso acompanhar essa evolução. Eu preciso acompanhar que a forma como vocês consomem um conteúdo muda. Ou seja, se você pegar um Theodoro em 2022, eu não me comunico mais da mesma maneira. É sempre na mesma sintonia, o objetivo ali, só que a gente vai reformulando a forma de se comunicar. E isso é a melhor coisa do mundo, porque a gente acompanhar a evolução da comunicação é muito bom. Porque a gente consegue falar as mesmas coisas de maneiras diferentes. A forma como você recebe isso é muito diferente. Então, eu acho que entender como a gente pode se comunicar no mesmo objetivo, porém de formas diferentes, eu acho que é um dom da nossa comunicação. É uma das melhores coisas da nossa comunicação.

12. Seu público é majoritariamente feminino. O que as mulheres te ensinaram que os homens não te ensinaram?

Resposta: Todos os meus conteúdos são baseados em histórias que vocês me contam, amor. Nada ali é 100% da minha cabeça quando se trata de criar. Todas as histórias, a esposa que o marido quer namorar todos os dias, vocês que me contam isso. O “gastar aí, vou gastar o dinheiro do meu marido”, não sei o quê, vocês que me contam isso. Situações do dia a dia são vocês que me contam, amor. História de o banho quando a mulher está no período menstrual, eu já fiz um vídeo desse que foi viral, e aí vocês falam: “Como que você é…” São vocês que me contam essas coisas. Então, assim, tudo vem baseado, obviamente, né, da minha experiência no varejo, que eu trabalhei dez anos no varejo, e tudo com público feminino. Sempre com o público feminino. Então, assim, eu aprendi muita coisa no varejo, porque dentro de uma cabine de loja, num provador, vocês compartilhavam as coisas mais íntimas ali, as situações onde vocês se viam em momentos vulneráveis, né? Situações do casamento, situações da maternidade, do trabalho, a mulher que largou a vida profissional se dedicar à família, a se tornar mãe, esposa e tudo mais. Então, são situações que eu fui guardando, essas histórias ali, e, ao longo de um cenário pandêmico e até os dias de hoje, eu começo a replicar isso, mudando os personagens pra vocês justamente se identificarem e, às vezes, olhar pra essa história com um ponto de partida. “Será que eu posso fazer algo diferente?” “Será que talvez a minha autoestima esteja muito baixa?” “Eu preciso dar um up.” É exatamente esse o objetivo.

Bloco 4 — A pergunta central

13. Me descreve o “Theodoro” em terceira pessoa. Não você, o personagem que as pessoas acham que conhecem. Quem é ele? E o que ele não sabe sobre você? Essa é a pergunta que sustenta o card mais forte do carrossel e o reels de talking head. Se ele der uma resposta curta, vale pedir um segundo take pedindo pra ele desenvolver.

Resposta: Bom, o Theodoro, ele é uma pessoa muito próxima daquilo que vocês veem na internet, né? O Theodoro, ele tem um momento familiar, ele tem um momento íntimo, e coisas que talvez vocês não saibam é que existe o momento da calmaria. Existe um momento. Olha, pra me tirar de casa, minha filha, realmente tem que ser uma pessoa muito especial, tem que ser algo muito incrível, que além de agregar pra mim, também vai agregar pra muitas pessoas, né? Então, assim, eu tenho meus momentos de calmaria, e talvez as pessoas não saibam. Então, acho que o meu momento de café da manhã eu gosto. Se deixar, eu gosto de ficar na mesa do café da manhã até umas nove da manhã, ali, ó, revirando a xícara. Aí tomo, aí vejo uma fofoca aí. Eu amo esses momentos assim, devagar, sabe? Sábado e domingo, então, principalmente, é o momento mais de recarregar as energias. Então, talvez as pessoas não saibam ou não imaginam que eu preciso desse momento, e pra mim é essencial. Eu realmente não abro mão.

Bloco 5 — Projeção

14. Você entrou na TV, no palco, no palestrante. O que você quer construir que não dependa de internet?

Resposta: É, realmente entrei no palco, entrei, fiz palestra, fiz muita coisa já, né? Mas, se eu pudesse pensar em legado, em pensar em legado mesmo assim, sabe o que que eu posso construir que não dependa de internet? Eu seria eu. Eu pensaria em algo onde eu posso, o que eu posso fazer pra estar na vida das pessoas, na casa das pessoas, que não dependa daquela rotina de vídeos, conteúdos. Eu vou dizer que não é nada físico, mas eu acho que o legado que eu poderia construir e aos poucos eu estou fazendo isso é a forma de pensar, a forma como você encara a vida, que não é fácil. A gente tem os nossos momentos tão difíceis e desafiadores, com família, com nossa vida amorosa, com nossa vida religiosa, com nossa vida profissional. São desafios quase que o tempo inteiro. Então, se eu pudesse pensar em algo que faça você lembrar de mim ou praticar aquilo que eu acredito, seria exatamente olhar pras situações da vida, as diversas situações da nossa vida, pessoal, profissional, íntima, familiar, e encarar isso de maneira leve, sabe? É lembrando que nada é maior do que a sua vontade de viver, a sua vontade de ser feliz, de construir algo incrível pra você e pros seus. Então, eu acho que eu poderia construir algo nesse lugar, que é justamente a forma como você encara as diversas situações da vida, e não algo necessariamente físico.

15. Se essa entrevista fosse a última coisa que as pessoas lessem sobre você, o que precisava estar aqui?

Resposta: É, não poderia deixar de faltar aqui. A minha sede de viver, a minha sede de, sabe, de criar memórias, sejam elas… Sejam elas memórias afetivas com a minha vida pessoal, o que eu construí, o que o meu trabalho me proporciona, né? E quando a gente fala de trabalho, acho que vem um peso junto com a palavra trabalho. Se dedicar, abrir mão das coisas e… E eu olho pro meu trabalho de uma maneira totalmente diferente. É, se pra mim o trabalho for algo que eu precise ficar distante das coisas que eu acredito, isso pra mim já não é trabalho. E aí já deixa de ser gostoso. Então, o meu dia a dia é realmente prazeroso, porque eu encaro isso como algo parte do meu dia. Os vídeos brincando realmente são brincadeiras. O vídeo se divertindo, realmente eu preciso tá me divertindo. Então eu não olho pra isso como um trabalho. Eu olho isso como uma forma de viver. E é exatamente isso que diferencia, né, o peso da palavra trabalho. Porque ela vem automaticamente com o peso, com responsabilidade. O trabalho em si vem junto, tudo isso: responsabilidade, dedicação, abrir mão de muitas coisas, se dedicar, muitas horas do seu dia e da sua vida ao trabalho. E exatamente aquilo: construir. O que que você constrói? Em vários momentos da nossa vida, a gente para e pensa: o que que eu tô construindo? Quem sou eu? O que eu estou priorizando e o que que eu tô abrindo mão? Você se pergunta muitas das vezes ao longo da sua vida, né? Então, quando eu olho para o meu trabalho hoje, muitas das vezes eu não vejo como um trabalho. Eu vejo como uma forma gostosa de viver a vida. Então, se eu pudesse deixar essa mensagem pra você, seria exatamente isso. Theodoro foi um cara, é um cara que não olha pro trabalho necessariamente como um fardo, como uma função. E muitas das vezes é a realidade que muitos vivem, né? Tipo, nossa, trabalhar… Não vejo a hora de sair desse emprego. Não sei o quê. Eu olho pra isso como algo muito gostoso e que me dá prazer demais, porque pra mim é… Muitas das vezes eu não vejo como um trabalho. É isso. Beijo, Invoga. Amei. Tô exausta. Tu tá exausta, Invoga, aí ó. Trabalhei, né? Meu Deus.

Direção editorial: @rebecalbmachado
Produção executiva: @tatianasantosof
Foto: @felipephotoss
Direção de moda: @wagnerkallieno
stylist: @anaclaudiaanitya
Produção de moda: @callmebylacerda
Make: @luh.xixe
Direção artística: @lorenacqueiroz
Moda: @theodoro usa @joao_pimenta
Agradecimento: @jwmarriottsaopaulo

Coberturas
Mais recentes
Destinos
Entrevistas