BOOM Fit Club lança Pilates Solo e aposta em aulas que podem ser feitas de qualquer lugar
O Pilates deixou de ser uma modalidade de nicho para se transformar em um dos grandes fenômenos do mercado de wellness. Pelo terceiro ano consecutivo, foi o treino mais reservado no mundo na plataforma ClassPass, com crescimento de 66% nas reservas em 2025 e mais de 27 milhões de buscas globais. Dentro desse crescimento, um dado chama atenção: a demanda por Pilates feito no solo, sem equipamento, avança de forma acelerada em um mercado que por anos concentrou sua narrativa em torno do Reformer.
É nesse contexto que a BOOM Fit Club lança o Pilates Solo, modalidade que passa a integrar a plataforma a partir de 19 de setembro. A proposta, desenvolvida pela educadora física e cofundadora da BOOM, Rapha Brazilian, parte de uma premissa direta: o Pilates não precisa de uma máquina para entregar uma experiência completa de movimento.
“O Pilates cresceu muito nos últimos anos, mas a conversa sobre ele ficou presa em torno do equipamento. Quando a maioria das pessoas pensam em Pilates, pensa no Reformer. Isso criou uma barreira de entrada que não precisava existir. O Pilates funciona no chão. Sempre funcionou”, afirma Rapha Brazilian.
No Brasil, a expansão da modalidade é igualmente expressiva. Segundo dados do Wellhub, os check-ins de Pilates cresceram 277,6% entre 2019 e 2024, levando a prática ao segundo lugar entre as atividades físicas mais procuradas no país, atrás apenas da musculação. O avanço da demanda acompanha a expansão da oferta: estimativas da fabricante Metalife apontavam cerca de 60 mil estúdios em funcionamento no país, com previsão de abertura de outros 5,5 mil espaços, recorde da série histórica da empresa.
Para Stelio Belchior, CEO da BOOM Fit Club, o lançamento é uma extensão natural do que a empresa já construiu: “A BOOM já provou que dá para levar uma aula com qualidade para qualquer lugar do mundo. O Pilates Solo aplica essa mesma lógica ao mat Pilates: método sério, estrutura de progressão real, acessível a qualquer pessoa com um espaço no chão”
O mat Pilates utiliza o próprio peso corporal e pode incorporar acessórios simples como mini band ou bola pequena, trabalhando força, controle motor, estabilidade, mobilidade e consciência corporal. Para Rapha, a popularização do Reformer trouxe visibilidade ao Pilates, mas também consolidou uma percepção equivocada sobre o método. “Existe uma ideia difundida de que o mat Pilates é a versão de quem não tem dinheiro para o Reformer. Isso é errado. Fazer Pilates Solo exige controle e ativação que, para muita gente, é mais desafiador do que o Reformer. O equipamento não faz o Pilates mais sério. O professor e o método fazem”, diz.
A nova frente acompanha uma transformação no comportamento de quem treina. A busca por modalidades que possam ser incorporadas à rotina, sem depender de deslocamento ou horários rígidos, ganhou força nos últimos anos. Pesquisa de 2024 do Wellhub identificou que usuários que combinavam opções presenciais e digitais faziam, em média, o dobro de check-ins daqueles que utilizavam apenas uma das modalidades.
Para a BOOM, o Pilates Solo representa a possibilidade de ampliar o acesso ao método sem abrir mão da estrutura de uma plataforma de treino. Em vez de depender de um estúdio próximo ou de um aparelho específico, o aluno realiza a prática onde estiver, dentro da lógica de aulas ao vivo da empresa. “A proposta que eu estou desenvolvendo é trazer Pilates de verdade para o ambiente que você quiser. Em casa, na praia, no quarto de hotel. Não uma versão simplificada. Uma versão com progressão real, para quem quer complementar o que já treina e buscar a melhor versão de si. O foco é tônus muscular e longevidade de movimento. Para homens e mulheres”, ressalta Rapha.
A proposta rompe com outra associação histórica da modalidade: a de que Pilates seria um exercício exclusivamente feminino ou de baixa intensidade. A BOOM apresenta o Pilates Solo como complemento para diferentes rotinas de treino, incluindo musculação, corrida e esportes, justamente por trabalhar capacidades que costumam ficar em segundo plano, como estabilidade, mobilidade e controle corporal.
O movimento acontece em um momento em que o Pilates ultrapassou a fronteira do exercício para integrar o imaginário do wellness e do lifestyle. Celebridades, atletas e influenciadores ajudaram a impulsionar a modalidade, enquanto as redes sociais transformaram o Reformer em um dos símbolos mais reconhecíveis da nova cultura de bem-estar. Os números indicam que o próximo capítulo está no chão: mais acessível, portátil e integrado à vida real.
Para a BOOM, a aposta é levar essa experiência para sua comunidade no Brasil e para os mais de 70 países onde a plataforma está presente. A empresa conta com mais de 500 mil alunos e aulas ao vivo e interativas 24 horas por dia. “Quando a gente fala em democratizar o Pilates, não estamos falando em facilitar. Estamos falando em tirar uma barreira que não é técnica, é financeira e de acesso. O método original não precisa de Reformer para funcionar. Precisava de um professor que apresentasse isso com rigor. É o que a gente quer fazer”, finaliza Rapha.










