Juliana Herc fala sobre moda, empreendedorismo e o desafio de construir uma marca internacional: “existe uma pressão para acompanhar tudo o que acontece no mercado”

Com experiência no mercado europeu, empresária explica por que construir uma marca exige visão estratégica, consistência e propósito.

Formada em Moda na Europa, a empresária e designer Juliana Herc acredita que o sucesso de uma marca vai além da criatividade. Depois de deixar o Brasil para estudar no continente europeu, concluir sua formação em Madri e consolidar uma trajetória empresarial em Portugal, ela passou a defender que identidade, estratégia e consistência são fatores determinantes para quem deseja construir uma marca sólida no mercado da moda.

Com uma carreira desenvolvida entre Brasil e Europa, Juliana viu sua marca ocupar um dos endereços mais prestigiados do varejo de luxo europeu, a Avenida da Liberdade, em Lisboa, além de expandir a operação para sete países. Para ela, o reconhecimento veio justamente pela decisão de não reproduzir fórmulas já consolidadas.

“Sempre acreditei que uma marca precisa ter identidade. Nunca quis construir uma empresa para copiar tendências ou seguir o que estava dando certo naquele momento. O cliente percebe quando existe verdade por trás de um produto e isso faz toda a diferença.”

Segundo Juliana Herc, um dos maiores desafios de empreender na moda é equilibrar criatividade e posicionamento comercial sem perder a essência da marca.

“Existe uma pressão muito grande para acompanhar tudo o que acontece no mercado, mas eu aprendi que consistência vale mais do que velocidade. Uma marca forte é aquela que consegue ser reconhecida pelo seu estilo, independentemente da coleção ou da temporada.”

Após concluir os estudos, a empresária optou por permanecer na Europa e fundou sua marca em Portugal, onde chegou a operar três lojas, incluindo uma unidade na Avenida da Liberdade, um dos endereços comerciais mais exclusivos do mercado de luxo. A operação também contou com fábrica própria e distribuição para sete países.

Para Juliana, o consumidor de alto padrão está cada vez mais interessado em conhecer a história por trás das marcas.

“Hoje as pessoas compram muito mais do que uma roupa. Elas compram conceito, história e identificação. Quando uma marca sabe quem ela é, consegue criar uma conexão muito mais verdadeira com quem está do outro lado.”

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