Após uma parceria histórica com a Feira na Rosenbaum, em salvador, no mês de janeiro, o Festival Nordestesse dá continuidade ao seu itinerário e realiza sua segunda parada do ano em São Paulo. A 8ª edição ocupa a Pinga Store entre os dias 9 e 17 de abril, reunindo moda autoral, design e joalheria com forte identidade artesanal.
Ao todo, são 11 marcas vindas de Alagoas, Bahia, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte, além de uma convidada especial de fora do Nordeste: a Jacobina. Criada em 2017 pelo designer Raphael Aquino, a marca se destaca pela modelagem precisa, pelo uso de técnicas manuais e pelo upcycling sofisticado — características que a levaram à Casa de Criadores.
A abertura oficial acontece no dia 9 de abril, com coquetel a partir das 16h. Já no dia 13, a programação inclui um desfile aberto ao público, das 16h às 19h, na própria Pinga. Entre os destaques, estão marcas que tradicionalmente escolhem o festival como palco para lançar novas coleções, como a Almacor, que transforma obras de artistas neurodivergentes em estampas, e George Azevedo, conhecido pelo upcycling artístico
com forte inspiração na cultura potiguar. Veterana do evento, Adriana Meira apresenta uma parceria inédita com artesãs de Vitória da Conquista, unindo seus já reconhecidos patchworks ao crochê e à renda frivolité.
As joias ganham ainda mais espaço nesta edição, com propostas autorais que exploram matérias-primas e narrativas brasileiras, como a Palma, que transforma vidro marinho em peças combinadas a ouro e pedras preciosas, e Bia Machado, que mistura madeira pintada a ouro para retratar símbolos da cultura baiana.
Entre as novidades, a cearense Terra da Luz faz sua estreia com sapatos, bolsas e cintos feitos à mão, combinando couro, madeira e palha em criações que equilibram tradição e contemporaneidade.
O design também marca presença com a participação da Design, que apresenta peças esculturais em barro, ampliando o diálogo entre moda, arte e objeto.
Mais uma vez, o Festival Nordestesse reforça sua proposta de aproximar o público paulistano da produção autoral nordestina, destacando o feito à mão como expressão de identidade, cultura e inovação.
SERVIÇO:
Festival Nordestesse na Pinga Store
De 9 a 17 de abril
Pinga Store: Rua da Consolação, 3.378, Jardins – São Paulo
De segunda a sexta, das 10h às 20h
Sábados, das 10h às 18h
CONFIRA AS MARCAS PARTICIPANTES:

ADRIANA MEIRA (BA)
Os caftãs, jaquetas e vestidos com apliques de tecido formando santos, orixás e imagens abstratas da estilista baiana já rodaram o mundo. Nascida em Brumado, no sertão da Bahia, Adriana trabalhou na Huis Clos e Adriana Barra antes de lançar sua própria marca, conhecida hoje pelos patchworks de tecido e camurça em linho, jeans e algodão. Para esta edição da Pinga, Adriana traz uma collab com artesãs do projeto Plural Techne Artesanal, de Vitória da Conquista, com foco no crochê e na renda frivolité.

ALMACOR (BA)
A marca de roupas e objetos para casa tem como ponte forte ilustrações assinadas por jovens neurodivergentes. A mineira Cynthia Jaber e a baiana Cecília Freyre acreditam que suas peças devem ser usadas como se fossem obras de arte. Atualmente, a Almacor conta com um time de 6 artistas, entre 12 e 25 anos. As telas criadas por eles são transformadas em estampas e, em seguida, aplicadas nas peças da coleção.

B.DESIGN (AL)
Prata reciclada, pedra bruta e narrativas do Nordeste moldam a B Design, marca criada em Maceió por Bianca Theotonio após trocar a Fisioterapia pelo Design de Joias. Com produção totalmente slow, as peças têm tiragem limitada, passam por um pequeno time de ourives e escultores e podem levar até um ano para nascer. Entre as coleções que mesclam natureza, momentos lúdicos como a infância e memórias, uma ótima dica é o Colar Relicário — capaz de guardar microfotos — como peça de desejo.
BIA MACHADO (BA)
A marca de joias contemporâneas e artesanais foi criada em 2019 por Bianca Machado e combina ouro 18k a materiais inusitados como madeira de demolição e pedras naturais preciosas. Combinando diversas técnicas artísticas e sempre feitas à mão, as joias de Bia Machado são inspiradas em ícones da cultura baiana como a Igreja do Bonfim e elementos da cultura afro-brasileira como figas, búzios e orixás.

EYDE DANTAS (BA)
Olhar intuitivo, brasilidade e atemporalidade são adjetivos que definem bem a marca baiana fundada em 2018. A proposta é criar roupas para mulheres que amadurecem no seu ritmo, com recortes que fluem e modelagens amplas que respeitam curvas e corpos diversos. Os bordados em ponto dão charme extra e originalidade às peças feitas em linho, viscolinho ou algodão.

GEORGE AZEVEDO ART (RN)
O potiguar ganhou fama nacional por trazer desejo para o upcycling de jeans de uma maneira artística e artesanal. Com inspiração na fauna e flora do Rio Grande do Norte, as jaquetas, vestidos, saias e acessórios ganham pinceladas feitas à mão pelo próprio George. Onças, cajueiros, cardumes, Iemanjás e o Bumba Meu Boi surgem ora pintados manualmente, ora em estampas.

JACOBINA (GO)
Criada em 2017 pelo designer Raphael Aquino, a Jacobina é a convidada de “fora do Nordeste” desta edição do festival. O foco em manualidades e a parceria com artistas locais são os trunfos da marca goiana que também faz um upcycling criativo e sofisticado com o uso de tecidos de coleções passada e de materiais reciclados. A marca está em seu 3º desfile na Casa de Criadores.

MOA (PE)
Lançada em 2019 pela arquiteta pernambucana Moema Cardoso, a MOA é especializada em manualidades como cestaria, macramê, tricô e crochê. Isso vale tanto para suas elaboradas bolsas de palha quanto para as roupas, que mesclam tecidos como algodão e linho com macramê e crochê. As pecas são urbanas e perfeitas para todas as estações, fugindo completamente do estereótipo do crochê praiano.
PALMA (BA)
Uma visão nada óbvia sobre o mar da Bahia guia o processo criativo da Palma. A marca soteropolitana caminha pela orla em busca de vidros descartados, que a própria natureza lapida e transforma em formas orgânicas. É dessa matéria bruta combinada a ouro e pedras preciosas que surge a coleção Abissal. Já a coleção Sargaço explora a estética aquática distante dos clichês de conchas e animais marítimos.
PYTHIA (BA)
Fundada em 2018, a marca baiana é especializada em kimonos, conjuntos estilo pijama e lenços de seda. Suas peças são criadas a partir do upcycling de sedas vintage – e toda a curadoria de tecidos é feita pessoalmente pela diretora criativa, Jasmim Reuther, na Índia. O resultado são peças únicas e exclusivas, feitas pra quem ama autenticidade, conforto e versatilidade.

TERRA DA LUZ (CE)
Terra da Luz é um quarto de ofícios onde tradição e inovação se entrelaçam em gestos manuais. Sapatos, bolsas e cintos da marca cearense fundada há 7 anos se destacam pelo cuidado do feito à mão e pela criatividade e sofisticação do designer e fundador, Sávio Ewan, que usa, além do couro, madeira, palha e têxteis.
OLAR DESIGN (CE)
A cearense Olar Design se destaca pelo trabalho autoral com barro, explorado em peças de forte apelo escultórico. Com uma abordagem contemporânea, a marca ressignifica técnicas tradicionais ao criar objetos que transitam entre arte e design, valorizando formas orgânicas, texturas e imperfeições naturais do material. O resultado são criações únicas, que levam a potência do fazer manual nordestino para o universo do décor com linguagem atual.









