Por dentro do ateliê: como é o processo criativo de Juliana Guerreiro

Diretora criativa da Guerreiro revela as referências e processos que fazem parte do desenvolvimento de novas joias da marca

À frente da direção criativa da Guerreiro, Juliana Guerreiro conduz o desenvolvimento do universo de uma das principais marcas brasileiras de joias autorais. Há 25 anos na marca, onde iniciou sua trajetória ao lado do pai, José Carlos Guerreiro, Juliana hoje equilibra o legado construído pela família com um olhar contemporâneo para a criação e o desenvolvimento de novas peças.

Sua atuação na Guerreiro envolve desde a definição de formas, cores, pedras e acabamentos até a construção das narrativas que acompanham cada criação. Para alimentar esse processo, Juliana mantém um repertório constante de referências, que passa por viagens, exposições, arquitetura, arte, texturas e pela própria história da marca, revisitando o acervo da Guerreiro para encontrar novas possibilidades de proporções, combinações e variações de uso.

No ateliê, essas referências ganham forma e passam por um processo de pesquisa, desenvolvimento e experimentação até chegar ao produto final. O trabalho envolve a escolha dos materiais, a definição de proporções e detalhes e a busca por soluções que preservem a linguagem autoral da Guerreiro. A partir de peças das coleções atuais, Juliana pode mostrar como uma ideia se transforma em joia e quais são as etapas e decisões envolvidas nesse processo criativo, destacando também a importância do fazer manual para a identidade da marca.

“Meu processo de criação está muito ligado à forma como observo o que está ao meu redor e às referências que acumulo a partir de cada experiência. Não acredito em criação como algo que nasce de uma única referência ou de uma tendência específica. Para mim, criar é consequência de um olhar que vai sendo alimentado o tempo todo. Diferentes estímulos despertam novas possibilidades, seja no dia a dia, seja em uma viagem ou uma exposição. A arquitetura me interessa muito, um material ou uma textura que chama minha atenção também podem ser o ponto de partida. São elementos que vou incorporando ao meu repertório e que, de diferentes maneiras, podem se transformar em uma nova criação”, explica Juliana.

Ao assumir a liderança criativa da marca criada por seu pai, Juliana também encontrou o desafio de preservar uma identidade construída ao longo de cinco décadas sem deixar de imprimir sua própria visão. Seu trabalho parte da essência da Guerreiro, a autoria, o trabalho manual, as tiragens limitadas, as peças únicas e as formas orgânicas, para encontrar novas maneiras de expressá-la no presente. Assim, sua direção criativa busca manter o legado de José Carlos Guerreiro vivo, e acrescentar novas camadas à identidade da marca.

Coberturas
Mais recentes
Destinos
Entrevistas