O que é, de fato, a rosácea?

A médica generalista Rafaela Avila explica como reconhecer os sinais e evitar as crises

Por: Manuela Troccoli

Uma taça de vinho, um dia de calor ou até uma situação de estresse. Para quem tem rosácea, qualquer um desses momentos pode ser suficiente para deixar o rosto vermelho. O problema é que muita gente encara essa reação como sinal de pele sensível e demora a descobrir que se trata de uma doença inflamatória crônica.

“A rosácea tem um forte componente vascular, o que faz os vasos do rosto reagirem de forma exagerada a diferentes estímulos”, explica a médica generalista Rafaela Avila. Mais comum em mulheres, ela pode provocar vermelhidão persistente, ardor, vasos aparentes e pequenas lesões semelhantes à acne.

No início, os episódios costumam ir e voltar. Com o tempo, porém, a vermelhidão pode deixar de desaparecer. “Uma pele que cora com facilidade e demora a se acalmar merece investigação”, alerta.

Entre os principais gatilhos estão a exposição ao sol, calor, frio intenso, bebidas alcoólicas, alimentos muito quentes ou apimentados e o estresse. Como cada organismo reage de uma forma, observar o que antecede as crises ajuda a manter a doença sob controle.

Na rotina de skincare, o maior erro é tratar a rosácea como acne. Esfoliantes, ácidos fortes, água muito quente e produtos agressivos costumam piorar a inflamação. “Para quem tem rosácea, menos é mais”, resume Rafaela.

O tratamento varia de acordo com cada caso e pode incluir medicamentos e procedimentos para controlar a inflamação e reduzir a vermelhidão. Mas existe um consenso: o protetor solar é indispensável. “É talvez o ativo mais importante de toda a rotina”, destaca.

Embora não tenha cura, a rosácea pode ficar controlada por longos períodos quando recebe o tratamento adequado. “Uma pele respeitada em seus limites preserva sua vitalidade e reflete, de forma natural, saúde e equilíbrio”, conclui.

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