Entre constância, pausa e menos comparação, ela reflete sobre a construção de uma relação mais leve com o corpo e consigo mesma



1 – Nos últimos anos, a forma como a gente se apresenta, pela imagem, pelo estilo e pela presença digital, passou a fazer parte de como nos percebemos também. Olhando para a sua trajetória, em que momento isso deixou de ser apenas estética e passou a se conectar com o seu bem-estar?
Teve um momento da minha vida em que eu entendi que não era só pra me arrumar pra fora, sabe. Era uma coisa muito mais interna pra mim mesma, comigo mesma. Hoje, o meu estilo e minha imagem são sobre o que eu sou realmente. Gente, feliz comigo mesma, que eu acho que é o mais importante, né. Você tá feliz consigo mesma, sabe? Eu acho que é isso.
2 – Em um cenário em que o corpo feminino ainda é constantemente observado e atravessado por expectativas, como você foi construindo, ao longo do tempo, uma relação mais sua com o próprio corpo e com o que te faz sentir bem?
Eu fui me libertando aos poucos, né. É… é das opiniões dos outros. Aprendi a respeitar meu corpo, a respeitar meu espaço, a respeitar meu tempo. Já não me cobro muito mais hoje, né. Eu faço aquilo que realmente eu quero fazer e acredito. Hoje, eu faço o que me faz bem. Hoje, eu faço o que eu espero de mim mesma, não o que as pessoas esperam de mim.
3 – Em uma rotina que envolve exposição constante e produção de conteúdo, o cuidado consigo mesma também ganha novos significados. Na sua experiência, o que hoje realmente sustenta o seu bem-estar no meio dessa dinâmica?
Hoje, o que me sustenta — que me sustenta e sustenta meu corpo — é a constância, né. Eu falo sempre isso pra vocês, mas sem pressão. Eu faço porque eu gosto, né. Então hoje eu treino, eu me cuido, mas eu também descanso, que é o mais importante. Cê precisa descansar, sabe, a cabeça, você precisa descansar o corpo. E, principalmente, eu acho que o que é o top é não me comparar com ninguém, sabe. Isso me trouxe muita tranquilidade, muita paz. Hoje, eu me comparo comigo mesma.
4 – Entre momentos de disciplina, autocuidado e também pausas, a ideia de equilíbrio nem sempre é fixa. Que tipo de relação você foi construindo com a sua rotina para que ela não se tornasse um lugar de excesso?
Hoje, eu entendi que o equilíbrio não é ser perfeita todos os dias. Tem dias e semanas que eu tô super focada, e tem dias que eu desacelero, e tá tudo bem também, gente, tá tudo ótimo. Hoje, minha rotina é mais leve, sem cobrança, sem exageros, sem exagero, né, que, na verdade, o que traz essa leveza pra minha vida e pra minha rotina é simplesmente minha constância. Só isso.
5 – Em um universo que muitas vezes valoriza novidade e rapidez, a construção de uma trajetória ao longo do tempo também traz outro tipo de repertório. Olhando para o seu caminho, o que mudou na sua forma de se relacionar com o corpo e com o bem-estar?
É claro que, com o tempo, você amadurece, né. Então, eu hoje… eu amadureci. Antes era só sobre estética, hoje é sobre saúde, é saúde mental, que é o mais importante, é energia, é o estar bem comigo mesma. É eu me escuto mais, eu me respeito mais. Isso reflete no meu dia a dia, né, isso reflete na minha vida cotidiana, isso reflete no meu trabalho, isso reflete na minha casa, isso reflete no meu relacionamento com meu marido. Sabe, então eu acho que é isso.









