O diálogo entre brutalismo e sensualidade.








Esta é uma temporada de estruturas suavizadas. Um estudo tanto da intimidade quanto da proteção.
A maneira como uma fachada austera esconde a beleza interior. Há uma curva ponderada nos arquétipos do vestuário diurno, reinventados como algo único. Uma conexão íntima entre as peças e quem as veste. Linhas precisas dão lugar a gestos de extravagância. Uma conversa entre gêneros — e gerações, também. Um toque de floral nostálgico. A bolsa de noite da Nonna. O sapato gasto do pai.
Na ópera, no teatro e no palco público da praça, os milaneses se vestem tanto para a comunidade quanto para si mesmos. Há um sentimento de orgulho em se vestir com confiança e cuidado. Uma brincadeira artesanal de pele sobre pele traz o trabalho manual da Bottega Veneta para imitar texturas de pele em sedas, fil coupé, tricô e fibras técnicas, ondulando em roupas, joias e sapatos. À medida que o refinado evolui para o operístico, há uma sugestão de Maria Callas e Pier Paolo Pasolini, sua arte radical e amor não convencional.
Esta coleção é dedicada à expressão do coletivo: a maravilhosa colaboração entre o coração, a mente e a mão.









