Danton Mello, a arte de permanecer curioso

Entre mais de quatro décadas de carreira, personagens marcantes e novas reinvenções, Danton fala sobre sensibilidade, paternidade e o prazer de continuar contando histórias.

Com uma trajetória que atravessa televisão, cinema, teatro, dublagem e streaming, Danton Mello reflete sobre o ofício do ator, a importância do olhar infantil, os desafios emocionais da interpretação e a vitalidade de uma carreira em constante movimento.

  1. Você começou na televisão aos seis anos e cresceu diante das câmeras. O que
    permanece do Danton criança dentro do artista que você é hoje?

“Trago comigo até hoje essa coisa lúdica da criança, apesar de entender a responsabilidade e o
tamanho do meu ofício. Encaro como uma grande brincadeira, me sinto um contador de histórias, é
como eu me sinto a cada desafio, a cada novo trabalho, seja na televisão, no teatro, no cinema ou
na dublagem. Trazer essa pureza, esse frescor e esse olhar infantil é muito importante para o meu
trabalho.”

  1. Com mais de 40 anos de carreira, entre novelas, filmes, teatro, dublagens e
    streaming, qual fase da sua trajetória mais te ensinou sobre quem você realmente é?

“Acho que tanto na minha vida profissional quanto na minha vida pessoal, sempre é um
aprendizado. Sou quem eu sou hoje graças à minha trajetória e às minhas escolhas, certas ou não.
Cada troca com colegas, equipes técnicas, diretores e autores me fez evoluir, crescer e
amadurecer.”

  1. Existe algum personagem que mexeu emocionalmente com você de um jeito
    inesperado?

“Tenho carinho por todos, mas Arigó e o Espírito do Dr. Fritz, do filme Predestinado, mexeram
profundamente comigo. Interpretar dois personagens tão distintos dentro de um mesmo trabalho foi
uma experiência transformadora.”

  1. O teatro ainda é um lugar de reinício para você?

“Sem dúvida. O teatro é um espaço mágico, de comunhão e troca direta com a plateia. Cada
sessão é única, nunca se repete. Sinto muita falta do palco e quero voltar em breve.”

  1. O que ainda te dá frio na barriga depois de tantos anos de carreira?
    “Todo trabalho. Sempre. Esse frio mostra que escolhi o ofício certo e é o que me motiva a seguir
    buscando novos desafios.”

Danton Mello atravessa gerações sem perder a curiosidade que o levou, ainda criança, a se apaixonar pela arte. Entre personagens marcantes e novas reinvenções, ele segue tratando o ofício como um espaço de troca, aprendizado e transformação. O frio na barriga permanece como sinal de vitalidade criativa. Enquanto houver histórias para contar, o jogo continua.

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