10 NORDESTINAS QUE FIZERAM HISTÓRIA

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Nós como uma marca cearense não poderíamos deixar de comentar sobre a Semana da Cultura Nordestina. Pegando como mote o tema da nossa edição 37, resolvemos relembrar algumas mulheres que marcaram a história do Brasil como guerreiras, revolucionárias, inovadoras e lutadoras. Confira 10 dessas grandes mulheres:

 

 

Nise da Silveira

Nise da Silveira, psiquiatra alagoana (1905-1999), enxergou a riqueza de seres humanos que estavam “no meio do caminho”. No meio do caminho entre o existir e a dignidade. No meio do caminho entre a loucura e a exclusão total. Entre o aceitável e o abominável.

Essa mulher se rebelou contra a psiquiatria que aplicava violentos choques para “ajustar” pessoas e propôs um tratamento humanizado, que usava a arte para reabilitar os pacientes.

Esquizofrênicos marginalizados e esquecidos puderam ser autores de obras hoje expostas no Museu de Imagens do Inconsciente, no Rio de Janeiro (RJ). A arte marcou o renascimento daquelas pessoas para a sociedade.

 

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Rachel de Queiroz

Rachel de Queiroz nasceu em 17 de novembro de 1910, em Fortaleza (CE). Ainda muito jovem, com apenas vinte anos, destaca-se através da publicação do romance “O Quinze”, ganhando o prêmio da Fundação Graça Aranha. Vai até o Rio de Janeiro receber a premiação honrosa e na volta ao Ceará tem contato com os integrantes do Partido Comunista. Então, inicia atividades na militância política e participa da fundação do PC cearense. Em 1937, é presa por apoiar a facção marxista apoiada nas idéias de Trotski. Algum tempo depois, com o falecimento do revolucionário, abandona os ideais esquerdistas. Foi a primeira mulher a possuir uma cadeira na Academia Brasileira de Letras.

 

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Irmã Dulce

Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes (1914-1992) nasceu em Salvador, Bahia, no dia 26 de maio de 1914. Conhecida como Irmã Dulce foi uma religiosa católica brasileira que dedicou a sua vida a ajudar os doentes, os mais pobres e necessitados.

A Irmã Dulce foi beatificada pelo Papa Bento XVI, em 10 de dezembro de 2010. Em outubro , o Vaticano confirmou um milagre atribuído à religiosa baiana: a recuperação de uma mulher desenganada depois do parto.

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Nísia Floresta 

Nísia Floresta Brasileira Augusta, pseudônimo de Dionísia Gonçalves Pinto, foi uma educadora, escritora e poetisa brasileira.

Seu primeiro livro, Direitos das mulheres e injustiça dos homens, foi escrito aos 22 anos. No decorrer dos anos, até seu falecimento em 1885, escreveria outras 14 obras, hoje prestigiadas mundialmente, defendendo os direitos das mulheres, dos índios e dos escravos. Nísia também participou ativamente das campanhas abolicionista e republicana.

Movida por estas ideias, aos 28 anos, ela abriu uma escola para meninas. O ano era 1838, e no Brasil reinava D. Pedro II, época em que o ditado popular “o melhor livro é a almofada e o bastidor” estava em alta e representava a realidade imposta a muitas mulheres.

 

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Bárbara de Alencar 

Bárbara Pereira de Alencar foi uma comerciante e ativista política brasileira. Primeira presa política do Brasil, é considerada uma heroína da Revolução Pernambucana e da Confederação do Equador.

Conhecida com Dona Bárbara do Crato, porque viveu por muito tempo, casou e teve filhos na cidade cearense, Bárbara Pereira de Alencar é a mulher que apoiou as ideias republicanas que emergiam em Pernambuco em pleno século XIX. Integrante de uma família conhecida, Dona Bárbara é mãe dos revolucionários José Martiniano, também uma das lideranças da Revolução de 1817 e pai do escritor cearense José de Alencar, e o famoso Tristão Gonçalves de Alencar, que comandou a Confederação do Equador, no Ceará. Além disso, ela também é parente do ex governador Miguel Arraes de Alencar.

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Ana Néri 

Anna Justina Ferreira Nery, mais conhecida como Anna Nery ou Ana Néri, foi uma enfermeira brasileira, pioneira da enfermagem no Brasil.

 

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Maria Bonita 

Primeira mulher a participar de um bando (grupo de cangaceiros), o que abriu precedente para várias outras. Chamada de Rainha do Cangaço, Maria de Dona Déa, Maria de Déa de Zé Felipe ou Maria do Capitão. O nome definitivo surgiu inspirado em um romance de 1914, Maria Bonita, de Júlio Afrânio Peixoto, adaptado para o cinema 23 anos depois. Nos três primeiros anos, de 1929 a 1932, as mulheres do cangaço ficavam reclusas no Raso da Catarina, refúgio no nordeste da Bahia. Quando, enfim, foram autorizadas a acompanhar os bandos de cangaceiros, passaram a conviver com a elite sertaneja, esposas e filhas de coronéis poderosos.

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Esperança Garcia 

Esperança Garcia foi uma escrava brasileira, considerada a primeira mulher advogada do Piauí. Nasceu numa fazenda de propriedade dos jesuítas, onde hoje fica o município de Nazaré do Piauí.

Em 06 de setembro de 1770, uma carta foi enviada ao Governador da Capitania de São José do Piauí, Gonçalo Lourenço Botelho de Castro. A carta denunciava violências e demandava justiça. Um tipo de texto que, no dicionário da boa advocacia, poderia ser sinônimo de petição.

247 anos depois, a remetente da carta, Esperança Garcia, acaba de receber do Conselho Estadual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PI) o título simbólico de primeira mulher advogada do Piauí, a pedido da Comissão da Verdade da Escravidão Negra da OAB-PI.

 

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Maria Aragão 

Maranhense, militante política que contribuiu para o processo de luta em torno das politicas sociais brasileiras, em especial para a população do seu Estado. Militava no Partido Comunista Brasileiro, mas sem deixar o exercício de sua profissão, a medicina, seu outro grande compromisso, pelo qual por muitos anos, contribuiu para salvar vidas de uma parcela da população que não tinha condições de arcar com seus direitos mais básicos, como saúde, educação e alimentação, com determinação no enfrentamento de todo tipo de injustiça. Mostra-se, na condição de negra e pobre, uma mulher à frente de seu tempo, com ideias e ações de enfrentamento ao conservadorismo que caracterizavam sua época. A luta politica e social de Maria Aragão traz para nós uma visão, de verdadeiro sentido de luta por transformação social, que para ela era o comunismo.
Etelvina Amália de Siqueira

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