Atriz, roteirista e empresaria Suzana Pires fala sobre ‘Dona de Sí’

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Ela começou nova, com 15 anos, já escreveu roteiro, fez icônicos papeis na dramaturgia como “Ivonete” de ‘Caras & Bocas’. Recentemente protagonizou o filme “De Perto Ela Não É Normal”, lançado em 2020, e agora irá lançar o livro que leva o mesmo nome de sua instituição ‘Dona de Si’. A convidada dessa semana é Suzana Pires.

Suzana, falou de sua carreira de atriz, roteirista, empresaria, seus objetivos e esse novo projeto de escritora que chega em uma data mega especial, dia 08 de Março, dia Internacional da Mulher.

Você começou a trabalhar muito cedo, aos 15 anos. Ser atriz sempre foi um sonho?

Sim, sempre foi um sonho. Eu comecei a fazer apresentação nas varandas das casas, nos condomínios de araruama onde eu tinha casa, aos 8 anos

Você tem uma grande e honrosa carreira de atriz e empresaria, além de outras. Qual foi o seu momento mais desafiador e a sua maior conquista nesses anos?

O momento mais desafiador e a maior conquista foi escrever o livro DONA DE SI. Estou profundamente emocionada em ter conseguido

O que acha dos artistas que têm visibilidade e optam por não se posicionar publicamente sobre temas relevantes?

Eu particularmente acho que não é hora da gente economizar as nossas posições Eu acho que é um momento muito delicado. De democracia em risco, De direitos humanos em risco. Tem que saber se colocar

Qual é maior empecilho em ser roteirista? Já que você é atriz e existe preconceito nesse meio.

O maior empecilho é a própria cabeça retrograda das pessoas, que acha que uma atriz não vai ter inteligencia suficiente para escrever um roteiro ou uma novela, mas eu já passei dessa fase, já. Eu consegui provar que tenho e quando vejo qualquer tipo de preconceito comigo já falo na hora.

O que seria ser “Dona de Sí”, apesar de já ter dito em outras entrevistas quero saber se você se sente uma mulher “Dona de Sí” e como alcançou esse status?

Ser uma mulher Dona de Si e ser responsável por suas escolhas e entender que existimos antes de qualquer título que queiram nos atribuir, como: mãe, esposa, etc. para uma mulher e muito fácil “deixar de existir” e só fazer escolhas que agradam aos outros. Ser dona de si e existir, em primeiro lugar

É um acordo diário que faço comigo e que passo para as outras mulheres

Dando a certeza de que tudo melhora: nossa relação com as outras pessoas e também nossas realizações

No seu ponto de vista qual é o maior desafio da mulher moderna?

Não precisamos acreditar que da para conciliar tudo: profissão, amores e família. Esse equilíbrio está sendo enfiado na nossa cara e assim não paraMos de trabalhar. Da pra escolher prioridades e não ter que ser a mulher maravilha

Em quem você se inspirou para fazer “ De perto ninguém é normal”?

Me inspirei primeiro nas minhas reflexões sobre a vida, como a pergunta ‘o que é chegar lá?’ E a partir daí criei a história. As outras personagens me inspirei em mulheres que conheci

Dona de Si, é um projeto social seu que surgiu como coluna e agora temos em livro. O que te faz empreender?

O que me faz empreender é meu desejo de mudança na condição feminina no Brasil

Esse é um grande projeto que já impactou mais de 2 milhões de mulheres, quais os cases de sucesso que você poderia nos compartilhar?

A atriz e apresentadora Luana Xavier, a coach Bia Fráguas e a empresária de moda Elaine Simpatia, a campeã mundial de kickboxing Leticia Karneiro – são mulheres que passaram pelo programa de aceleração do instituto e mudaram suas vidas

Suzana Pires é alguém bem reservada, e a gente sabe que na era digital os fãs amam se aproximar de seus ídolos, além disso, as marcas geralmente estão buscando pessoas que tem números de seguidores e engajamento, seus mais de 1 milhão não é um problema para isso. Porém, você acha que ser uma mulher empoderada faz esse vínculo de ligação?

Eu gosto do rumo que dei para minhas redes sociais. As pessoas que me acompanham sabem da minha intimidade até onde eu sinto que é saudável, mas o maior interesse de quem me segue são minhas realizações profissionais; as pessoas sabem o tanto que trabalho para o progresso coletivo e aí que eu engajo

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