inVoga na lata com a mana Islana Rosa, CEO da @islanna

Concorrência feminina. verdade ou mito?
A sociedade tenta colocar mulheres contra mulheres o tempo todo, vendendo a ideia que o espaço para o sucesso feminino é limitado e precisa ser disputado.

Mas cada vez mais estamos contestando esses mitos e aprendendo a valorizar o trabalho de outras mulheres e principalmente a importância de passar o microfone para que outras mulheres tenham oportunidade de dividir suas próprias verdades.

A mulher que veste Islanna é …
A mulher que veste Islanna é uma mulher de atitude, que sabe a força que tem e está disposta a ir além. Quando criamos as roupas, além de todo o cuidado com os materiais que selecionamos e os fornecedores que escolhemos, pensamos sempre em criar algo que valorize o corpo feminino, mas que ao mesmo tempo seja confortável e que, principalmente, seja versátil. Que possa acompanhar a mulher na sua rotina diária. Looks feitos para acompanhar a mulher no trabalho, no restaurante, na reunião. Não queremos criar uma roupa para ocasiões, mas ocasiões para as roupas.

Qual a maior delícia de empreender sendo mulher?
Para mim o melhor de ser uma mulher empreendedora é poder criar oportunidades para outras mulheres. Eu me orgulho em especial de um projeto que iremos lançar agora em Abril chamado Vozes Negras, onde tive o privilégio de trabalhar com um grupo de mulheres maravilhosas na criação de um programa que criará uma plataforma de exposição para mulheres negras artistas. Para mim é um verdadeiro privilegio poder criar algo que valorize e de espaço para mulheres negras brasileiras. A minha intenção sempre foi a de usar os meus negócios como plataforma para a criação de empregos e oportunidades para outras mulheres. Colocar a mulher numa posição de liderança, de força, de empreendedorismo e de criatividade.

Qual a maior dor de empreender sendo mulher?
Se empreender no Brasil para um homem já é complicado, imagine para uma mulher negra. Transitar nesse ambiente que, ainda, é dominado por vieses machistas, preconceito, racismo, entre outros obstáculos, é desafiador e requer sangue frio e muita força de vontade. A sociedade ainda vê a mulher empreendedora
com muito preconceito, ainda mais se for negra. O racismo é estrutural e a mulher negra é dificilmente associada a posições de liderança e destaque. Minha trajetória foi sempre baseada na valorização, no protagonismo, na força empreendedora da mulher negra.

O que você diria a uma mulher que deseja largar a CLT para empreender?


Empreender não é mágica e, na maioria das vezes, leva muito mais tempo para acontecer do que inicialmente previsto. Minhas principais palavras são planejamento, fôlego e ação. Planejamento é essencial para minimizar o que possa dar errado na trajetória de montar seu próprio negócio. É preciso desmistificar a glamourização da ideia de empreender.

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