Dani Gondim e a arte como processo de cura

Entre corpo, imagem e música, uma conversa sobre atravessar o câncer sem a narrativa do luto.

Você escolheu voltar à cena através da moda, da imagem e do editorial. O que a arte representa para você nesse momento da vida?

Dani G: Escolhi voltar à cena através da moda porque a parte artística do editorial, que envolve a criação de personagens, é uma das coisas que eu mais amo fazer. Quem são essas mulheres, do que elas gostam, como se portam perante as câmeras? Toda a criação interna me fez entender que  “eu sou todas essas em uma”, todas essas mulheres estão em mim.

“Eu sou a minha arte.”

Esse editorial nasce como um retorno, mas também como um manifesto silencioso. Que mensagem você queria que as imagens carregassem, mesmo sem palavras?

Dani G: Que mostre isso: que eu sou muitas, que tenho muitas faces que me protegem e fazem avançar. Nós somos todas assim. Todos nós temos personas internas. Tem um milhão de Danis dentro de mim. E nesse editorial nós temos algumas dessas faces, alguns desses superpoderes.

Você disse que “a sua arte ainda está viva”. Quando você percebeu isso, de forma concreta?

Dani G: A minha arte nunca morreu, até porque, acho que se a minha arte morrer, eu vou de

arrasta junto com ela. Eu sou a minha arte. Eu sou artista.Eu sou cada pedaço da foto que você vê, da pose que vocês enxergam, do layout que foi montado para esse editorial. Cada frame tem um pedaço de mim.

O meu corpo pode até tentar desistir, mas minha alma artista persiste. Sem a minha arte, a Dani não está.

Em algum momento do tratamento, a arte foi um refúgio? Ou ela voltou depois, como um reencontro?

Dani G: Acho que, por um momento, eu fiquei zureta. Como eu tive que recusar alguns compromissos profissionais, eu achei que eu estava resumida a estar doente.

E aí foi quando a arte olhou para mim e disse: “olha aqui, tantas possibilidades que eu tenho para você”. E eu ainda posso criar, eu ainda posso escrever, e posso contar com outros profissionais talentosíssimos para me ajudar a construir histórias.

Então eu continuei escrevendo, roteirizando, compondo,desenhando, até que o meu corpo tivesse forças para juntar esse time e fazer um editorial fotográfico, porque até então tinha uma limitação física. O meu corpo não conseguia expressar a arte que eu sentia dentro de mim.

Em muitos relatos sobre câncer, a palavra “luto” aparece com frequência. Em você, apareceu a palavra “cura”. Em que momento essa virada interna aconteceu?

Dani G: O luto que aconteceu foi pelo meu trabalho. E eu só entendi isso no meio do processo, quando comecei a ter que abrir mão de algumas propostas para continuar o meu tratamento. Eu ainda não tinha revelado para ninguém, então precisava recusar bons trabalhos sem poder explicar muito o porquê. Eu falava que era um tratamento médico.

Esse foi um grande luto pra mim. É o luto da minha arte, de eu, por um momento, achar que não iria poder exercer a minha arte. A palavra cura, pra mim, aparece desde o começo, porque eu nunca tive dúvidas de que eu seria curada. O que eu precisava entender era o trajeto, o processo, quanto de mim ficaria no meio do caminho, o quanto minha família iria sofrer e quanto eu teria que renascer depois.

“A palavra cura, pra mim, aparece desde o começo.”

O que mudou na sua forma de olhar para o próprio corpo quando você decidiu não esconder o processo, mas atravessá-lo em público?

Dani G:  O meu corpo sempre foi meu instrumento profissional, então eu ficava com a preocupação de como eu conseguiria servir ao meu trabalho a partir do corpo que eu teria. Eu sabia que os corticoides iriam me inchar, sabia que eu ia perder muita massa magra. A gente fica muito tempo parado, muito tempo hospitalizado, boa parte do tempo eu não consigo fazer exercício, principalmente nos períodos de internação.

Então eu não pensava muito nesse corpo estético, de como os outros iam me ver, mas em como o meu corpo ia servir a mim. Servir no sentido de eu conseguir me levantar para ir ao banheiro, me alimentar sozinha, e como ele poderia servir ao meu trabalho depois.

Inicialmente, inclusive, a careca não era um problema pra mim, porque eu ficaria tranquilamente careca para um personagem. O que eu não queria era que as pessoas soubessem que eu estava careca por causa de uma doença, porque eu achava que isso ia me colocar em um lugar de fragilidade, de vítima, de ser cuidada. E eu sempre gostei de cuidar, não de ser cuidada. Inclusive, esse foi o grande aprendizado de todo esse processo: receber o cuidado no tempo do outro.

Houve algum medo em se mostrar careca, sem tentar suavizar o que estava acontecendo? Ou isso veio como uma necessidade?

Dani G: Eu não queria me mostrar careca porque eu não queria me mostrar doente. O meu tratamento não é em Fortaleza, então eu viajava para fazer a quimioterapia e achava que conseguiria seguir até o fim do processo sem que ninguém soubesse. O meu médico avisou que o meu cabelo ia cair e eu “duvidei”, achei que daria um jeito.

Inclusive, fiz compras de várias perucas, peguei voo com peruca para tentar disfarçar o cabelo que ficava cada vez mais ralo. Não queria que ninguém me tratasse como alguém que precisava de ajuda(mas eu precisava, e muita). Eu também tinha receio porque, a partir do “anúncio”,os trabalhos ficariam mais escassos e as pessoas iam saber que eu não podia firmar contratos longos.

Até que eu tive uma intercorrência em Fortaleza e precisei ir para o hospital de última hora. A médica e a recepcionista me conheciam, conheciam minha família,algumas pessoas começaram a perguntar e comentar que “algo estava estranho” e aí eu vi que estava perdendo a narrativa da minha própria história, porque, se eu não contasse, iriam contar por mim.

Foi aí que decidimos fazer o vídeo levando o foco para os cadastros no REDOME, trazendo a relevância para o caminho da cura e não para a doença. 

Você sente que a doença te atravessou ou que, de alguma forma, você também atravessou a doença?

Dani G: Eu não sei se a doença me atravessou ou se eu atravessei ela. O fato é que ela está em mim e hoje faz parte da minha vida. Nunca questionei o porquê dessa doença estar em mim. Eu entendi o que precisava ser feito e acatei as orientações dos profissionais que estudaram para me dar esse diagnóstico e me dizer como seria o tratamento.

A doença me atravessa e eu atravesso ela constantemente. Quando tenho dores, quando ela me causa confusão mental, quando altera completamente meus hormônios. Eu sou uma mulher jovem e isso me dá medo de como vai ser o futuro do meu corpo.

Mas acho que a gente coexiste. Uma hora ela me atravessa, outra hora eu atravesso ela. A gente vai coexistindo até que eu vença e ela saia do meu corpo, e vire apenas uma lembrança de um momento que eu passei.

Em meio ao tratamento, o que mais te surpreendeu sobre você mesma?

Dani G: A força e também o medo de que as pessoas que eu amo sofram. Eu não consigo imaginar o que deve ser para uma mãe ter uma filha passando por isso. É por isso que eu tento ser cada vez mais forte.

Eu só consigo agradecer pela vida que eu tenho. E a vida que eu tenho hoje é a vida de uma pessoa que está com câncer. Mesmo assim, é uma vida boa. As pessoas que me cercam são boas pessoas. Isso é um privilégio.


Hoje, o que significa estar viva para você?

Dani G: Significa que a minha mãe está feliz. Sigo tentando viver um dia após o outro e não me deixar cair. Hoje eu respondo essa entrevista em uma fase de alterações hormonais que estão me deixando um pouco mais para baixo, menos criativa. Talvez a resposta esteja mais melancólica por isso, mas esse é o meu momento agora.

Então estar viva, hoje, significa abraçar o que eu estou sentindo, tentar não julgar, acolher e esperar até o dia de amanhã. Porque amanhã vai ser melhor do que hoje, e hoje já está bem melhor do que ontem.

Que tipo de presença você quer construir daqui para frente, na arte e na vida?

Dani G: Eu quero estar viva. Estar viva para construir, estar viva para exercer a minha profissão e usar minha voz para as causas que eu acredito.

Eu quero continuar deixando a minha marca artisticamente, mas, principalmente, como símbolo de uma pessoa que usa os seus privilégios para ajudar outras pessoas.

Eu quero que o meu álbum seja um grande sucesso e que as pessoas fiquem cantarolando minha música enquanto vivem suas vidas. Eu quero que o filme que estou desenvolvendo com Ronaldo toque a alma das pessoas, como tocou a nossa.

Se você pudesse deixar uma mensagem para mulheres que estão em tratamento agora, o que gostaria que elas soubessem antes de tudo?

Dani G: Primeiro, eu diria para que elas assistissem aos meus vídeos, para entenderem pelo que vão passar. Cada corpo é um corpo e cada corpo responde de uma forma, mas muita coisa não nos é falada, até para não assustar.

Eu queria saber das dores que eu ia sentir, da confusão mental, dos calores que vêm como se tivesse uma brasa no meu cérebro. Eu queria saber que o meu cheiro ia mudar.

Então eu aconselharia que elas assistissem aos meus vídeos ou aos vídeos de outras pessoas que estão passando por isso. Não para achar que é exatamente o que vai acontecer com elas, mas para acalmar o corpo e a mente.

Eu diria para terem paciência, porque é um processo de paciência. O corpo está limitado, está cansado. Às vezes você se olha no espelho e acha que está bem, mas o corpo não consegue fazer coisas básicas do dia a dia.

Eu desejaria que elas tivessem amor e carinho consigo mesmas, que tivessem uma rede de apoio excelente, porque isso faz toda a diferença. E eu desejaria que o tratamento fosse leve e breve.

“Estar viva hoje é abraçar o que eu estou sentindo.”

O que a Dani de hoje diria para a Dani de antes do diagnóstico?

Dani G: Eu diria para acreditar mais em mim. Eu posterguei muitas coisas por não acreditar que poderiam dar certo.

Vendo agora a força que eu tenho e tudo o que eu construí, mesmo passando por isso, eu percebo o quanto eu me limitei achando que não estava perfeito o suficiente.

A Dani de hoje diria para a Dani de antes: é melhor feito do que perfeito. Faça. Porque a Dani de antes não aceitava nada menos do que a perfeição, e a Dani de hoje já entendeu que a perfeição é o que é possível.


Em uma sociedade que ainda associa beleza feminina à padrões, como foi ocupar esse espaço com um corpo em transformação?

Dani G: Eu acho que eu ainda estou tentando me redescobrir. Por exemplo: sem o cabelo fiquei tranquila. Fiquei triste no começo porque todo mundo ia saber que eu estava doente, mas depois não usei mais as perucas para sair, então fiquei em paz com isso.

Porém, quando as minhas sobrancelhas e cílios começaram a cair, me olhei no espelho e me senti estranha, alienígena, pouco feminina, não me senti bonita. E aí eu acho que ainda estou lidando com isso.

Ter um corpo em transformação é aprender, todo dia, o que esse corpo vai me ensinar. É aprender a respeitar, aprender a amar, aprender a agradecer por esse corpo. Porque é esse corpo que está sustentando a cura, é esse corpo que está aceitando bem essa medicina que vai tirar essa doença de mim. É o corpo que eu tenho hoje.

Então eu tento abraçá-lo o máximo possível. Eu ainda não consigo me sentir bonita, mas eu consigo amá-lo, abraçá-lo e respeitá-lo.

O que significa, hoje, para você, a ideia de beleza depois de tudo o que viveu?

Dani G: A beleza… pense num negócio que eu sempre soube que era subjetivo. Existe a beleza do padrão, do que a gente foi ensinado a achar que é belo, mas, para mim, beleza é borogodó. Tem uma coisa que transcende essa estética.

Depois de mais de 20 anos trabalhando com estética, passando por tantos corpos considerados padrão, eu percebo que não é isso que o meu olho enxerga como belo. Eu precisei reeducar o meu olhar. Hoje, com as redes sociais, eu não dependo mais só de revistas, da mídia ou dos desfiles para aprender o que é um corpo belo ou possível.

Eu consumo belezas diversas, mulheres diversas, corpos diversos. Para mim a beleza está em um lugar de encantamento. Tem gente que eu olho e sinto a energia, sinto o borogodó. Não é aquele discurso de “a beleza vem de dentro”. Eu estou falando de achar belo mesmo.

Tem pessoas que me atravessam e esse atravessamento me faz achar lindo, belo, deslumbrante.

“Eu ainda não consigo me sentir bonita, mas eu consigo amá-lo (o corpo).”

Você recebeu relatos de mulheres que passaram a sair sem esconder a careca depois de te verem. Como foi perceber que a sua imagem estava abrindo espaço de liberdade para outras?

Dani G: Entender que as pessoas estavam se sentindo mais livres simplesmente por me verem livre foi um grande presente. Essa doença é cruel, é exaustiva, adoece toda a família junto com você.

E eu tenho o privilégio de ouvir que estou ajudando outras pessoas a se sentirem bem, livres, possíveis de serem amadas e bem-vistas. É um presente passar por tudo isso e ainda ser útil para a sociedade. Eu amo a minha arte e espero que ela sempre esteja a serviço de algo social, maior do que ela mesma. A arte, para mim, serve para acolher quem está desnorteado e para incomodar quem está acomodado.

Se eu consigo, com o meu trabalho e com a minha forma de me expressar, acolher quem está sofrendo, não vejo privilégio maior do que esse.


Ao compartilhar sua trajetória, você viu pessoas se aproximarem da doação de medula óssea e do REDOME. Que responsabilidade você sente ao perceber esse impacto?

Dani G: Há um ano, eu e a Marina Alves, jornalista que foi a nossa musa inspiradora do filme Milagre do Destino (TV Globo), fizemos uma campanha nacional de doação de sangue e de medula óssea, pedindo para que as pessoas se cadastrassem no REDOME.

Agora,um ano depois, eu vejo por dentro o quanto nossas campanhas impactam a vida de uma pessoa.

Então, se cadastrem. É muito simples; é só passar em qualquer hemocentro, preencher um cadastro e coletar 5mls de sangue. Tem que ter entre 18 e 35 anos, não ter histórico de câncer e estar saudável. Você pode salvar uma vida e, consequentemente, salvar uma família inteira.

“Quando você salva uma vida, você salva uma família inteira.”

Qual tabu ainda existe no processo de se tornar um doador que você gostaria de ajudar a romper?

Dani G: Eu acho que as pessoas ainda têm muito medo da doação. Quando alguém me diz: “eu tenho muito medo de ser um doador de medula”, eu respondo: “então vá doar sangue, porque com uma bolsa de sangue você consegue salvar até quatro pessoas”.

É um processo simples, rápido, tranquilo. E as pessoas não sabem que existem vários benefícios para quem é doador de sangue; tem direito a meia-entrada em diversos eventos, tem folga remunerada, check up gratuito, isenção de taxa em concursos públicos em alguns estados. 

Então existe muito desconhecimento. As pessoas não sabem o quanto um cadastro, o quanto o sangue delas, é importante para salvar uma vida. Se elas tivessem essa noção, a gente teria muito mais doações e muito mais cadastros. 

Como foi transformar a dor individual em movimento coletivo sem romantizar o sofrimento?

Dani G: É a minha missão de vida. Eu quero trabalhar muito e conquistar poder com o meu trabalho para que cada uma das artes que eu exerço tenha impacto social e ambiental. Eu já faço isso de forma privada. A Dani pessoa física já é investidora de empresas com impacto social e ambiental, empresas que têm transparência na linha de produção, remuneração adequada, cuidados com a matéria prima. Eu já sou uma estimuladora de pequenos negócios e de empresas familiares.

Essa é a minha missão de vida, não só em relação à dor. Transformar a minha felicidade também em movimento coletivo, para que a gente consiga transformar esse mundo em um mundo melhor. A minha vida é muito confortável, e a gente precisa que mais pessoas tenham oportunidade de viver uma vida confortável também.


O editorial apresenta várias personagens, várias versões suas. Quem são essas Danis que agora convivem dentro de você?

Dani G: É a Dani filha, é a Dani esposa. É a Dani que precisa de paciência porque ela está doente e precisa se curar, precisa se tratar. É a Dani que quer fazer tudo, que não tem paciência.

É a Dani compositora, que escreve suas músicas, que está desenvolvendo seu álbum e quer lançar seus projetos. É essa Dani que tem fome de viver.

É a Dani que está cansada também, uma Dani que só queria ficar deitada numa rede ouvindo os passarinhos, porque ela está exausta. Todas essas Danis estão dentro de mim. Todas essas Danis aparecem em algum momento do meu dia e me ajudam a seguir em frente.

Existe alguma dessas versões que você sente que nunca tinha permitido existir antes da doença?

Dani G: Existe, existe sim. É a Dani que vai ser cuidada, a Dani que precisa ser cuidada pelo outro. Porque o meu corpo já não aguentava, a minha cabeça já não era confiável para os medicamentos.

E aí eu me vi tendo que ser cuidada. Nessa hora, eu fui ainda mais grata pelas pessoas que me cercam, porque são pessoas que cuidam com muito amor e que querem muito que eu fique bem. Então essa Dani apareceu. Essa Dani que precisa sentar e esperar o outro me ajudar. Eu estou aprendendo muito com essa Dani.

Você sente que hoje se autoriza a ser mais do que uma narrativa única sobre si mesma?

Dani G: Eu sempre visitei muitos caminhos artísticos. O que acontecia é que as pessoas não tinham acesso à minha vida privada, à minha vida particular. Eu busquei preservar esse lugar o máximo possível.

Hoje, por conta da doença, as pessoas têm mais acesso ao que eu estou sentindo, ao que eu estou passando agora e, consequentemente, ao que a minha família está passando.

Mas, em relação à narrativa, eu sempre caminhei por muitos lugares da arte. Comecei no teatro com 11 anos de idade, fui para a temporada de moda, moda internacional, novela, de novela para filme, de filme para escrever, roteirizar, compor, lançar álbum.

Então eu acho que eu nunca fui uma narrativa só. Se existe uma narrativa que sempre esteve presente na minha vida, é a de ser filha, de ser família. Isso sempre foi minha prioridade. Esse é o lugar que eu volto, independentemente do lugar profissional em que eu esteja.

Como foi se ver múltipla em um momento em que muitas pessoas esperam fragilidade e silêncio?

Dani G: Eu tive a fragilidade e o silêncio, e as pessoas não estavam sabendo nesse momento. Eu estava disfarçando com outros trabalhos, com outras coisas. Era um silêncio entre eu e os meus. Era uma confidência da tristeza.

Ficha Técnica

Editorial FACES com Dani Gondim (@danigondim1)

Fotografia
Luís Morais (@luismoraisfoto)

Beleza
Eduardo Ferreira (@dudumake)

Styling
Marcos Marla (@marcosmarla)

Vídeo
Kawan Oliveira (@kawanolivveira)

Assistência
Massandro Cruz (@massandro_cruz)
Joelson Cruz
John Freitas

Edição de Imagens
Henrique Araújo (@henriquebmx2)

Direção de Arte
CAIXE Criação (@caixe.criacao)


Looks

Look 1
Jaqueta de organza texturizada – Projeto 100% CE para DFB

Look 2
Costume (blazer + calça) – Handlace
Jaqueta de organza texturizada – Projeto 100% CE para DFB
Colares – Luciana Rangel

Look 3
Vestido sobre calça e blusa em crochê – Gabriela Fiuza
Brinco – Aspectho

Look 4
Vestido de georgette – Iury Costa
Calça de paetês – SAU

Coberturas
Mais recentes
Destinos
Entrevistas