Pele à mostra: especialista dá dicas para quem se incomoda com as manchinhas brancas no verão

Fabiana Avesani explica o que considerar antes de recorrer à micropigmentação reparadora para camuflar marcas nos braços e nas pernas

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O vestido encurta, as mangas desaparecem e detalhes da pele que passavam despercebidos começam a chamar atenção. Entre eles, as pequenas manchas brancas nos braços e nas pernas. Antes de procurar uma maneira de disfarçá-las, porém, vale entender o que são e quais cuidados entram nessa conta.

Uma das possíveis causas é a leucodermia gutata, condição benigna associada ao envelhecimento da pele e à exposição solar acumulada. Mas nem toda mancha branca tem a mesma origem: o diagnóstico deve ser feito por um dermatologista.

Para quem já recebeu o diagnóstico e se incomoda com a aparência das marcas, Fabiana Avesani, especialista em micropigmentação estética e paramédica há 18 anos, explica as possibilidades da camuflagem. A seguir, os principais pontos para considerar antes do procedimento.

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1. Comece pela avaliação

Antes de escolher uma técnica, é preciso identificar a origem das manchas. A consulta dermatológica é o primeiro passo para saber quais cuidados são indicados e se há possibilidade de realizar um procedimento estético na região.

2. Entenda o que a camuflagem pode fazer

A micropigmentação reparadora utiliza pigmentos para aproximar visualmente a cor das manchas à tonalidade da pele. O efeito é de camuflagem: não elimina a leucodermia nem recupera a pigmentação natural.

“A maioria das pessoas conhece a micropigmentação feita nas sobrancelhas e nos lábios, mas poucos sabem que ela também pode ser utilizada para camuflar essas pequenas manchas. Muitas mulheres convivem com elas há anos sem imaginar que existe essa possibilidade”, explica Fabiana.

3. Dê atenção à escolha da tonalidade

A avaliação individual é uma etapa central do trabalho. Características da pele e diferenças de cor precisam ser consideradas na seleção dos pigmentos, sem promessa de cobertura perfeita.

“Não existe uma fórmula única. Cada pele tem uma tonalidade e reage de uma maneira. O segredo está em trabalhar essas diferenças para que o resultado fique o mais natural possível”, afirma.

4. Coloque os cuidados na agenda de verão

Quem considera realizar a micropigmentação deve conversar previamente com o profissional sobre cicatrização e restrições à exposição solar. A programação de praia e piscina também precisa entrar nessa conversa, para que o procedimento seja planejado com tempo para os cuidados posteriores.

A proteção solar continua indispensável, com ou sem camuflagem. Protetor, roupas e sombra fazem parte da rotina de cuidado com a pele exposta.

5. Alinhe as expectativas

O resultado pode variar de pessoa para pessoa e exigir manutenção. Entender essas limitações, esclarecer os riscos e conhecer os cuidados posteriores ajuda a decidir com mais segurança — sem transformar a chegada do verão em uma corrida por um procedimento.

Sobre Fabiana Avesani

Com 18 anos de experiência, Fabiana Avesani é especialista em micropigmentação estética e paramédica, com atuação em procedimentos reparadores voltados à camuflagem de manchas, cicatrizes e estrias.

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