CONSUELO CORNELSEN APRESENTA MUTAÇÕES19

Instalação inédita criada durante o auge da pandemia do Coronavírus no Brasil, tem cinco metros de comprimento e traz milhares de tubos de ensaio.

Instalação inédita criada durante o auge da pandemia do Coronavírus no Brasil, tem cinco metros de comprimento e traz milhares de tubos de ensaio

“Imaginei induzir a mutação do vírus à esperança, otimismo, alegria, cor e luz se eternizando neste gesto provisório, e útil.”

Com a gentileza e leveza dessas palavras, Consuelo Cornelsen, que assina MUTAÇÕES19, define sua instalação na Oslo Design, em Curitiba, para a qual 5.530 furos em uma chapa de ACM (da sigla em inglês Aluminium Composite Material – formada por duas chapas de alumínio e uma de polietileno de baixa intensidade) foram necessárias. Nela, a artista acoplou 2.800 tubos de ensaio, sendo 1.300 vidros com 15 cm e 1.500 vidros com 20 cm. Recém-instalada, MUTAÇÕES19 se traduz no “entusiasmo em romper as partículas de tristeza, solidão e agonia, provocadas pela pandemia”, conta Consuelo.

Os tubos foram adquiridos em fabricantes de vidros de laboratórios e, posteriormente, os maiores, com 20 cm, foram preenchidos com as cores primárias azul, vermelho, verde e amarelo e os menores com laranja, rosa e lilás.

  “Queria mais escuro nos vidros menores e mais claro nos maiores para dar uma certa profundidade”, explica a artista.

Para imprimir ainda mais ‘movimento’ à obra, Consuelo ainda criou uma altura intermediária na disposição dos tubos com a ajuda de fita isolante. Depois de 10 dias de trabalho, o resultado é uma grande explosão de cores produzidas pela mistura de água e corantes, represados, acoplados e suspensos no teto por tirantes, que insere os visitantes em um mergulho inverso, de baixo para cima, em um universo lúdico, colorido e vivo.

“A criação é instantânea! Quando se pensa em um projeto ele vem pronto na imaginação e só depois você parte para a parte técnica, pesquisas de materiais e entende o que se adequa melhor na tua proposta”, explica Consuelo ao mencionar a solicitação em desenvolver algo novo para a marca de design. “Como a proprietária da Oslo queria dar uma cara nova à loja e eu tinha a incumbência de fazê-la, propus a ideia por entender necessária neste momento de tanta tristeza e solidão, a criação de algo que trouxesse um astral mais positivo. E ela topou”,  comemora a artista.

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