O que é e como combater o Idadismo

Maratona digital da Longevidade Expo+Fórum propõe discussão sobre o tema em palestra com a presença de Egídio Dórea, da Universidade Aberta à Terceira Idade (USP), do presidente do ILC Brazil, Dr. Alexandre Kalache, da coordenadora da política para pessoa idosa da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo, Sandra Regina Gomes, e do CEO da SeniorLab e diretor do Aging 2.0, Martin Henkel

Descrito em 1969 pelo médico norte-americano, Robert Neil Butler, como termo que caracteriza o preconceito e a consequente discriminação pela idade ou pela aparência de idoso, o Idadismo, também conhecido como Ageísmo ou Etarismo será o tema da participação da USP na Maratona Digital da Longevidade Expo+ Fórum.

O objetivo é discutir de que formas esse tipo de preconceito se manifesta, seja pessoal ou institucionalmente, os problemas que acarreta e as maneiras de perceber e mitigar a questão.

Segundo explica o Dr. Egídio Dórea, da Universidade Aberta à Terceira Idade (USP), o Idadismo se manifesta de forma muito ampla na sociedade, tirando do longevo a autonomia, restringindo as atividades, diminuindo a participação no mercado de trabalho, limitando a interatividade com as gerações mais novas, estigmatizando esses indivíduos quanto à aparência, conduta, entre outros aspectos.

“Do ponto de vista do Idadismo, a longevidade é abordada, mesmo subliminarmente, como algo a ser combatido, a ser evitado, a passar despercebido. Mensagens como ‘se mantenha sempre jovem’ ou ‘evite aparentar a sua real idade’ são levadas à sociedade de forma massiva todos os dias e tudo isso impacta profundamente o longevo em sua autoestima”, afirma o Dr. Dórea. Ele afirma que o Idadismo reflete na saúde do longevo, gera aumento na depressão e ansiedade, o afasta das atividades voltadas a uma vida saudável e ativa, mental e fisicamente e, por fim, chega a reduzir em 7 anos ou mais a expectativa de vida. “Em 2017, a Organização Mundial da Saúde divulgou uma pesquisa, com base em 2016, realizada com 80 mil longevos e o resultado apontou que mais de 60% deles se sentia desvalorizado perante a sociedade”, lembra o Dr. Dórea.

Mesa Redonda

Com tudo isso em vista, durante a Maratona Digital da Longevidade Expo+ Fórum, Dórea vai falar sobre as consequências e os impactos do Idadismo e mediar uma mesa redonda que vai tratar sobre o histórico desse tipo de preconceito, do quanto infringe os códigos dos Direitos Humanos e também de como a propaganda e o marketing reforçam os mitos sobre a longevidade, preconizando valores distorcidos sobre ela.

“Conscientizar a sociedade sobre atitudes que muitas vezes não são percebidas no dia a dia pode mudar a visão sobre a longevidade, promover maior integração entre as gerações e promover benefícios na economia, na saúde e no bem-estar dos longevos”, completa o Dórea.

Os convidados para essa mesa redonda são o presidente do ILC Brazil, Dr. Alexandre Kalache, que fala sobre Idadismo: Conceito e contexto histórico, a coordenadora da política para pessoa idosa da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo, Sandra Regina Gomes, que aborda Idadismo: Uma ruptura dos direitos humanos, e o CEO da SeniorLab e Diretor do Aging2.0, Martin Henkel, propondo a discussão em torno do marketing e a invisibilidade do idoso.

Para conhecer a programação completa, acesse: www.longevidade.com.br/maratonadigital/

Serviço:
Longevidade Expo+Fórum 2020 – Maratona Digital
Data: 20 a 21 de novembro de 2020, das 9 às 21 horas.
22 de novembro de 2020, das 9 às 13 horas.
Onde: Plataforma Zoom, com transmissão simultânea pelo Facebook, Instagram e YouTube.
Inscrições: www.longevidade.com.br

Seja o primeiro a comentar

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.