Revolução Fiorella

Entenda por que Fiorella Mattheis faz parte da Revolução Fashion que vem acontecendo em 2020.

 

A beleza de Fiorella Matteis é de paralisar qualquer olhar. Além disso, a beldade contém uma luz que encanta por onde passa. Após trabalhar anos como modelo, iniciou sua carreira na TV e foi hit com seu papel como “Velna”, no “Vai que Cola”, da Multishow. Mas o que pouca gente sabe é da trajetória como empreendedora. “Aos 14 anos arregacei as mangas e fui em busca da minha independência financeira e realização profissional. Me preparei por muitos anos para viver esse momento, eu sabia que ele iria chegar.” Esse momento no qual Fiorella afirma ter chegado é a concretização de sua marca, “Gringa”, ideia que surgiu após uma viagem para os EUA, onde ela teve sua primeira experiência como vendedora e compradora de ‘second hand’. “Vendi coisas e usei o crédito para comprar novas! Para os amantes de moda, é uma solução irresistível! Depois, com a pesquisa de mercado, business plan, etc, fundar a Gringa no Brasil fazia todo sentido.” A ‘Gringa’ é um recommerce de acessórios de luxo originais em desuso. Por meio da revenda de produtos novos e seminovos, estende-se a vida útil dos produtos e incentiva a economia circular e a moda a ser mais sustentável. Lançada em junho de 2020, a startup realiza uma curadoria dos produtos e da garantia de autenticidade das peças, antes de revendê-las em sua plataforma. Entre os investidores e conselheiros da marca estão Luiza Nolasco, Maurício Feldmann e João Machado. Confira abaixo a entrevista completa que nossa equipe realizou com a musa Fiorella Matteis!

 

1 – Como foi o pontapé inicial para você viabilizar a gringa? Quer dizer, a ideia surgiu em que momento?
Fiorella Mattheis: A ideia surgiu após uma viagem para os EUA onde tive minha primeira experiencia como vendedora e compradora de second hand. Vendi coisas e usei o credito para comprar novas! Para os amantes de moda, é uma solução irresistível! Depois com a pesquisa de mercado, business plan, etc. Fundar a Gringa no Brasil fazia todo sentido.

2- Conta um pouco pra gente como foi a experiência como consumidora e vendedora de produtos de second hand nos Estados Unidos?
Fiorella Mattheis: Facilidade de vender, comissão justa e serviço qualificado. A experiência como um todo é muito boa. Sem contar na loja física, você se sente em uma loja de multimarcas com inúmeras peças icônicas, com curadoria incrível, excelente estado e pela metade do preço. A moda é cíclica e ser circular faz total sentido.

3 – É clara a ideologia, os valores e missão da marca para com o mundo, e isso reflete na cidadã que você busca ser no mundo?
Fiorella Mattheis: Sem dúvida, depois que fiz 30 anos passou a ser uma necessidade minha trabalhar com marcas, estar em projetos e afins que eu me identifique com valores, ideais e propósito. A Gringa tem meu DNA inteiro, passei um ano fazendo pesquisas em sites, estudando reports sobre esse mercado e tendência, escolhendo a dedo cada detalhe, palavra e motivos para a Gringa nascer assim.

4- O momento de pandemia fez você viabilizar a criação da gringa por ocasionar “a união de tecnologia e consumo consciente”?
Fiorella Mattheis: Acredito que a pandemia acelerou esse processo que já havíamos iniciado, nós consumidores brasileiros. Agora entendemos que é algo necessário, para hoje! Empreender não é fácil, muito menos com lockdown, os desafios foram inúmeros já que começamos 5 dias antes da quarentena. E foi exatamente essa percepção do início da quarentena de que precisamos agir agora sobre nossa forma de consumo, que me deu certeza e força para ir em frente e tirar a empresa do papel em meio a pandemia.

5- Você, como modelo, enxerga a tendência mundial que prevê que o mercado de revenda está a ponto de superar o de fast-fashion como?
Fiorella Mattheis: Pelo consumo consciente. É insustentável para o planeta laçar coleções a cada semana, nossos armários estão abarrotados de roupas que não usamos e em breve serão jogadas no lixo. Fast fashion nos ensinou que as peças são descartáveis, para usar uma vez só. E Não são! Quando você “joga fora” não tem fora, é dentro. O resale vem mostrar que a economia circular é melhor (mais sustentável e mais inteligente) que a linear. Teremos closets mais enxutos e inteligentes, partnership de peças, colocando elas para circular a cada seis meses e encher o armário de novidades que você realmente usa no momento e depois essa peça terá uma nova história. Outra tendência de acordo com pesquisa da WGSN é que vamos optar cada vez mais por peças com mais qualidade, com vida útil mais longa e inserir elas novamente no mercado. Mais ou menos como nossas avós faziam e passavam para filhas e netas.

6 – Você considera esse novo ciclo na sua vida no empreendedorismo como uma reinvenção de si mesma, após tantos anos modelando e atuando? Como está sendo essa nova fase?
Fiorella Mattheis: Considero uma zona de convergência. Minha trajetória é de empreendedora, aos 14 anos arregacei as mangas e fui em busca da minha independência financeira e realização profissional. Me preparei por muitos anos para viver esse momento, eu sabia que ele iria chegar.

7- Qual você considera seu propósito na vida, pessoalmente e profissionalmente falando?
Fiorella Mattheis: Um pouco difícil falar de propósito e já saber qual é o meu. Mas acredito que meu caminho esteja sempre ligado a comunicação, pensando no coletivo e trabalhar duro. Essas três coisas juntas me fazem muito bem e me motivam muito!

8- O que você espera do impacto na ‘Gringa’ na vida das pessoas e no mundo?
Fiorella Mattheis: Espero que a Gringa ajude a impulsionar esse movimento sustentável e menos desigual: reeducar os amantes da moda, fomentar o consumo consciente, estender a vida útil dos produtos, produzir menos lixo, lutar pelos direitos das mulheres no mercado de trabalho, por equidade de gêneros, etnias e classes sociais. A indústria fashion está passando por uma revolução e espero que a Gringa contribua positivamente para isso, que a gente faça parte dessa mudança positiva.

9 – As vendas online aumentaram durante a quarentena e parece ser uma tendência que veio pra ficar no comportamento das pessoas. Você costuma comprar online? Acredita nessa readaptação dos consumidores?
Fiorella Mattheis: Eu sou uma consumidora 100% online. Pesquiso tudo na internet e compro por aqui mesmo. Há mais de um ano venho pesquisando antes em sites de revenda e depois nas lojas oficiais. Acredito que a pandemia fez a sente aprender na marra! E o mercado de e-commerce não para de crescer.

10 – O consumo mais consciente e responsável também se tornou um viés para àqueles que se preocupam com o mundo e o futuro da humanidade. Isso também teve impacto na sua vida e atitudes pessoais?
Fiorella Mattheis: Sim, passei a comprar inúmeros itens de segunda mão: computador, telefone celular da gringa, reciclei o meu iPhone ano passado e troquei por um novo, roupas e acessórios de moda os que mais amo hoje são todos de second hand, fiz até um post com eles no sábado. A parte ecológica, aqui em casa separamos o lixo para reciclagem há muitos anos, uso sacolas retornáveis para o mercado, fazemos refil das garrafas de água no filtro, evito aceitar embalagens em lojas, estamos instalando painéis de energia solar na minha casa, precisamos realmente entender que nossas escolhas fazem parte da mudança que precisamos. Hoje eu pesquiso sobre o que a marca x que quero consumir faz pro planeta, se ela compensa suas emissões de carbono, se recicla suas embalagens, se tem equidade de gênero e salarial etc.

 

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