#colunistasinVoga: A SAÚDE E O MUNDO PÓS COVID

MATÉRIA PELA DRA JULIANA CARVALHO em convite do NÚCLEO DE TECNOLOGIA DO CEARÁ. (NUTEC)

Hoje, no dia 7 de abril, é comemorado o dia Mundial da Saúde. Nada mais apropriado de ser homenageado em um período tão novo e incerto para todos nós. A pandemia do Coronavírus escancarou para o mundo as falhas no sistema de saúde e o quão frágil o ser humano é. Por outro lado, ressaltou a importância dos profissionais da área e o quanto estamos todos interligados. Nessa hora, não há fronteiras ou divisas, todos precisam lutar juntos por um bem maior que é a saúde.

Ao longo de toda evolução humana, o conceito de saúde já percorreu diversos caminhos, até conseguir, em 1948, a primeira Assembleia Internacional de Discussão em Saúde, criada pela primeira organização sobre o assunto: a famosa Organização Mundial de Saúde (OMS). De acordo com a OMS “saúde é um bem-estar físico e mental mais ausência de doença”.

A escolha desse dia tem o objetivo de chamar atenção para a saúde mundial, principalmente com interesse nos assuntos que envolvem a saúde pública, buscando ver o homem como um ser global e homogêneo inserido em um grupo de pessoas. O conceito de saúde hoje compreende uma prática multidisciplinar, longe de ser atribuição apenas do médico, mas incorporando também elementos físicos, psicológicos e sociais.

No dia de hoje, 7 de abril de 2020, vemos nosso conceito em saúde um pouco fragilizado, apesar de muito bem colocado, diante da pandemia que estamos todos enfrentando. O Covid-19 nos pegou de surpresa e desprevenidos. Conseguimos com ele, até aqui, enxergar as falhas no sistema e lembrar como somos frágeis.

De acordo com artigo 196, do nosso regimento, “saúde é direito de todos e dever do estado, garantindo mediante políticas sociais e econômicas que visem redução do risco de doença e de outros agravos ao acesso universal e igualitário as ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação”. Essa pandemia tem nos mostrado que o estado não consegue garantir a saúde de todos, muito menos de forma universal e igualitária. Essa lição, o Covid-19 já nos deu.

Apesar dos números gritantes, com mais de 1 milhão e 300 mil casos já diagnosticados e mais de 70 mil mortes no planeta, temos algumas noticias de acalento. Os países que estão realizando o distanciamento social já apresentam situação menos calamitosa. A ciência luta contra o tempo para desenvolver vacinas para prevenir o vírus e testes rápidos para um melhor e eficaz diagnóstico, essencial no combate à doença. A cada dia surge uma nova teoria ou um artigo novo, com medicamentos que podem ajudar (às vezes falácias, às vezes não). Médicos, pesquisadores e toda equipe de saúde voltaram a estudar e a se aprofundar no assunto. O trabalho interdisciplinar tenta, de alguma forma, aliviar o sofrimento da população.

Tudo que estamos vivendo deixará marcas profundas na humanidade. Infelizmente, precisamos vivenciar esse trauma em escala globalizada para termos uma nova visão de mundo. Quando esse período de angústia, sofrimento e perdas passar (porque sim, vamos vencer! E espero que em pouco tempo), teremos a chance de escrever um novo capítulo na nossa história. A quem pode refletir, a análise do momento está transformando. A quem pode ajudar, a doação está ressignificando. Muitos, como eu, estão caindo em si. O planeta Terra pede socorro. O abismo social é insustentável. Essa crise é, antes de tudo, existencial e sairemos dela mais conscientes que o caminho para o mundo pós-covid precisa passar pela compaixão, pela sustentabilidade e pela tecnologia.

 

Conheça mais do trabalho da Dra. Juliana Carvalho @drcidoedrajulianacarvalho

 

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