YES, NÓS TEMOS COUTINHO!

A Garota (nada) Estúpida posou para as nossas lentes em Miami, mais precisamente em Bal Harbour, e ainda falou com a equipe inVoga sobre sua carreira e sobre esse destino que todos amamos. Confira!

O mundo parece pequeno para o que essa pernambucana arretada já conquistou. Camila Coutinho começou lá atrás, nos primórdios do universo blogosférico, muito antes das it girls ou digital influencers. Aliás, Camila é considerada a primeira blogueira de moda do Brasil. Em 2006, iniciou o “Garotas Estúpidas”, e, atualmente, figura entre os principais nomes de moda e, por que não, de business do Brasil, afinal, ela transformou seu hobby em negócio. Hoje, percorre o mundo entre fashion weeks, muitos jobs e, claro, um tempinho para descansar e curtir a vida. 

  

Quando você chegou nesse mundo de blog era “tudo mato”, referindo-se ao fato de não existir quase ninguém de fora explorando o segmento. O que é mais difícil: fazer quando ninguém faz ou fazer quando todo mundo faz? 

  

É a mesma dificuldade, porque quando se trata de um território novo, você tem que construir algo do zero, sem poder recorrer a referências. E quando você está em um mercado que tem muita gente, que é o caso de agora, para se manter relevante, tem que encontrar um jeito de fazer coisas que ninguém faz ou aquilo que todo mundo faz, mas ninguém faz do seu jeito. Enfim, de qualquer forma, é preciso estar disposto a enxergar os novos caminhos, tomar riscos e, de fato, apostar em ideias nas quais ninguém apostou antes ou então, sem que ao menos perceba, você estará sendo levado pela mesma onda de todo mundo, sem controle algum sobre para onde está indo. 

  

Quando foi a virada de chave da garota nada estúpida à frente de um dos maiores blogs do Brasil para a business woman Camila Coutinho? 

  

Acho que sempre fui essa pessoa, pois logo no início decidi que o Garotas Estúpidas ia ser o meu negócio, criei uma empresa e o encarei como tal. Claro que a estrutura foi mudando, ficando mais complexa e completa, com a necessidade de montar um equipe e agregar outras pessoas em torno do mesmo propósito. Com isso, foram surgindo novas responsabilidades, que ao longo do tempo vão ficando cada vez maiores. Eu acho que, para mim, sou uma business woman desde o primeiro dia, mas para os outros essa percepção talvez tenha surgido mais tarde, há uns dois ou três anos, principalmente depois do lançamento do livro. 

  

Vem cá, e qual o segredo para manter as duas marcas tão fortes? 

  

Na verdade, o primeiro passo é você enxergar as duas marcas como diferentes. Essa visão a gente teve a partir do momento que separou, fez o instagram do Garotas Estúpidas e entendeu que eu era uma outra marca também. A partir desse entendimento, você começa a pensar em estratégias distintas para que ambas as marcas tenham uma vida mais longa. No meu caso, por exemplo, a ideia é que a persona do GE tenha sempre a mesma idade, o mesmo perfil. Já eu sou a versão pessoa física mesmo, então é natural que vá ficando mais velha, evoluindo, mudando, amadurecendo, mudando de estilo de vida, e isso vai me acompanhando. 

  

Falando em segredo, o que ninguém conta sobre a vida de influenciadora? Conta para a gente? 

  

Na verdade, o que as pessoas sabem da vida de influenciadora é só a ponta do iceberg. Na maioria dos casos, são meninas que criaram um negócio sozinhas, que administram o negócio sozinhas ou com pouca gente e que para você chegar ao ponto de ir para algum lugar, fazer uma campanha, assinar um produto, ir para um fashion week, ser convidada para um evento, dar uma entrevista, ser capa de uma revista, as pessoas têm que ter interesse em você. É um trabalho meio sem fim, porque tudo tem a validade muito menor hoje em dia, com a força e a velocidade da internet. E viver da sua imagem é uma coisa que você tem que ter cuidado, porque muitas vezes a gente é a própria pauta, onde a gente está, o que a gente faz… você tem que saber o limite entre estar fazendo aquilo porque quer ou porque vai ser bom para o seu trabalho. Tem que estar sempre observando, às vezes, tem que renunciar, escolher não estar com a sua família para ir trabalhar ou vice-versa. É um eterno balanço que está só nas suas mãos. Isso é uma coisa boa porque está só nas suas mãos e, ao mesmo tempo, também é uma coisa ruim, porque só depende de você.  

  

Seu livro – Estúpida, Eu? – foi publicado em um ano em que diversas publicações e livrarias se despediram do mercado editorial e, mesmo assim, foi um sucesso! A que você credita isso? 

  

Eu credito primeiro por eu ser uma pessoa da internet que fez uma coisa impressa, um livro, uma coisa escrita. A minha base, a minha audiência já foi buscar isso lá. Tem muita gente jovem que talvez não tivesse mais com o costume da leitura e foi trazido para esse universo novamente, então trouxe gente de fora para o mundo da livraria, e não o contrário. Não sou uma autora que não tem rosto. Talvez, os autores só de livros tenham ficado mais prejudicados nesse momento com essa crise, então teve essa vantagem de eu ser uma pessoa da internet. Mas, ao mesmo tempo, eu tenho que provar ser alguém que valha a pena de ler algo meu fora da internet. Eu também acredito que, pelo livro ter uma linguagem muito leve, muito direta, a leitura é fácil. A pessoa absorve realmente informações que são úteis, mas de uma maneira muito leve, como se ela tivesse lendo algo online mesmo. 

  

O que é o tal “capital social” a que você se refere no livro? 

  

Capital Social são as pessoas que você conhece e cultiva ao longo da sua vida e da sua carreira. E, para mim, sem dúvida, foi uma das coisas mais importantes e que mais me ajudaram. Foi o primeiro capítulo que eu escrevi do livro. Eu sou uma pessoa muito social e é um exercício diário você criar o contato, manter, e não só isso. Para mim, é quase automático eu estar disposta a ajudar as pessoas. O que eu puder fazer, o que eu puder conectar, o que eu puder fazer para ajudar e não for para me prejudicar, eu faço com maior prazer do mundo, mesmo que a pessoa não vá me trazer nada diretamente, porque eu acredito muito nessa coisa de a energia circular. Você vai ter uma pessoa que está ali positiva para você, por você, e isso em algum momento é interessante. E quando isso é genuíno e claro, tudo flui melhor. 

  

Recentemente, você se mudou para São Paulo. O que mais gosta da nova cidade e do que mais sente falta de Recife? 

  

Com certeza, o que eu mais sinto falta é da minha família e a vibe de Recife, de ter muitos amigos lá, da praia e tal. Mas, eu já fiz muitos amigos aqui em São Paulo, tem muita gente que eu adoro que mora aqui. É uma cidade que é catalisadora. Para todas as profissões, você estar aqui, ela te joga para cima se você tiver na energia de correr atrás, de fazer as coisas. Para quem está a fim de trabalhar, de criar, aqui é o lugar. E é uma cidade que tem tudo, te oferece bons restaurantes, boas programações, bons shows… Eu tenho uma qualidade de vida aqui, pelo bairro onde eu moro, pelo meu estilo de vida, que eu não tinha em Recife, curiosamente, apesar de Recife ter praia, etc. Aqui eu ando a pé, por exemplo, um prazer/liberdade que eu não podia ter lá. 

  

São Paulo para trabalhar, Recife para rever a família e os amigos, e o mundo para conhecer. Quais são os destinos mais incríveis que você já viajou e quais estão na #wishlist? 

  

Eu quero muito ir para o Japão! Ano que vem tem Olimpíadas, né, quem sabe? Esse está na #wishlist. Também louca para conhecer melhor o Norte do Brasil. Já fui para Belém duas vezes, mas muito rápido, e eu acho que essa parte do Brasil tem uma cultura que eu conheço muito pouco. Eu sei, eu entendo, já vi, já me informei, mas eu nunca vivenciei tanto, e é bem diferente de tudo que tem no Brasil, assim, é bem único, então eu também adoraria conhecer lá. Já Fernando de Noronha é um destino que amo, que tem uma energia incrível, para recarregar, descomplicar. Seul, na Coréia do Sul, eu achei muito diferente, novo. É muito rico você ir para lugares muito diferentes.  

   

  

Melhor fashion trip? 

Semana de Moda em Paris é sempre uma experiência para além do quesito fashion, e Coréia também. Seul já tem algum tempo que eu fui, mas, da Ásia, é o lugar mais trend agora, que reúne tendências de maquiagem, de esportes, de novelas de lá, da música. Lá tem muita tendência. 

  

Melhor dica fashion 

A melhor dica fashion é a informação. Atualmente, você não precisa gastar tanto dinheiro para estar bem vestido, para ter estilo. Tem muita fonte de informação, e quanto mais, melhor. 

  

Melhor gíria pernambucana 

MASSA! 

  

O que mudou depois dos 30? 

Tanta coisa boa, fiquei muito mais segura. Mais segurança nas minhas escolhas, na minha pessoa. 

  

BAL HARBOUR 

Por Camila Coutinho 

– PARA DORMIR 

Aqui tem os melhores hotéis e, dessa vez, eu fiquei no The Ritz-Carlton, superclássico, chique, serviço incrível, quarto maravilhoso! São dois apartamentos por andar, então é bem privativo, e eu recomendo demais! 

– PARA PEGAR UM SOL 

Não tem praia melhor aqui em Miami do que a de Bal Harbour, porque você fica na praia e parece que ela é sua. A primeira coisa que eu faço quando chego aqui é botar o biquíni e ir aproveitar o serviço que tem na praia e almoçar por lá.  

– PARA FAZER BOAS COMPRAS 

Não pode faltar o shopping! O Bal Harbour Shops é maravilhoso para você fazer compras. Todas as marcas de luxo estão lá e é um ambiente gostoso, você passa o dia, almoça, vai na livraria e compra as melhores marcas. É um “must go”! 

– PARA COMER BEM 

Ainda lá no Bal Harbour Shops tem o Makoto, um restaurante japonês muito gostoso, que eu sempre vou quando estou por aqui. No Makoto, eu costumo pedir duas coisas: o “Crispy Rice Tuna”, que é maravilhoso, peço só para mim e não divido, e o Milho Spicy, que é uma delícia! 

– PARA BATER PERNA 

Para finalizar, não pode faltar a Collins Avenue, avenida que atravessa o Bal Harbour inteiro e tem uma arquitetura clássica art décor de Miami, muito charmosa. É uma coisa meio kitsch, é lindo para tirar foto e é a cara da cidade. 

  

 

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