CASAMENTO ACLAMADO

A PR paulista, filha de baianos, escolheu o Palácio da Aclamação, na Bahia, para celebrar um dos momentos mais bonitos da sua vida.

A PR Juliana Carvalho escolheu Salvador para ser o cenário de um destination wedding arretado, mas não menos luxuoso, elegante e sofisticado. Vestindo um lindíssimo Valentino, a anfitriã e seu noivo, o empresário paulistano Antonio Bordon, transportaram seus 650 convidados à Bahia de Jorge Amado em uma festa no Palácio da Aclamação, com decoração assinada por Vic Meirelles e buffet repleto de delícias regionais. Agora, passada a tensão dos preparativos, ela faz um balanço do grande dia e divide com a inVoga um pouquinho desse casamento, no qual não faltaram animação, amor e dendê.

Seu casamento foi intitulado pela imprensa como tropical chic, pois, apesar da pegada mais tradicional, contou com muitos elementos, tanto de decoração quanto de gastronomia, bem brasileiros e, mais especificamente, baianos. Como foi formatar o mood do grande dia? Quais eram as suas exigências e os seus desejos? Todos os eventos do casamento aconteceram em locais históricos de Salvador, e fizemos diversas pesquisas para trazermos uma releitura da Bahia antiga, que foi traduzida para uma celebração de muitos detalhes de uma forma descontraída. Como decidi casar em Salvador, queria que os convidados se sentissem em um mood baiano sofisticado e, na festa, todos os pratos foram pintados à mão, e as toalhas das mesas bordadas em palha de seda. Tinha um painel de azulejos portugueses e tocheiros de prata de lei que compunham o cenário da mesa de doces. O buffet foi elaborado com iguarias típicas da Bahia, e apresentadas em forma de banquete com cocadas, quebra-queixo, moqueca, ostras etc. Alguns aspectos do sincretismo baiano foram pontuados com balagandãs espalhados nas mesas e pássaros de pedraria brasileira. Já a cerimônia foi na igreja de São Francisco, onde sempre sonhei casar. Ela é inteira revestida de folhas de ouro, pinturas ilusionistas no teto e conta com o maior acervo de azulejos portugueses fora de Portugal. Ela é um cartão postal da cidade, e como meu casamento era 90% paulista e também tinham convidados de fora do país, queria mostrar tudo que a Bahia tem de mais lindo para eles.

Você casou usando um lindíssimo Valentino. Como foi a concepção dele? Vocês desenvolveram juntos? Quais foram as inspirações?Sempre quis casar de Valentino (dream came true!), mas não tive nenhuma inspiração específica. Peguei diversas referências da grife e fomos montando juntos, considerando todo o ambiente, desde a cidade escolhida até os detalhes da igreja. O vestido é muito a minha cara, e acredito que todos acharam o mesmo. Ele era todo feito à mão, leve, delicado, super romântico, rico em detalhes e, ao mesmo tempo, o shape deu um ar contemporâneo. As provas e a experiência certamente, para mim, foram a melhor parte da preparação do casamento. Muito emocionante.

Dizem que, em se tratando de casamento, a noiva sempre é a protagonista. Mas em quais aspectos o seu noivo teve voz? Vocês compartilhavam as decisões? O meu noivo foi literalmente convidado! (risos) As únicas questões em que ele se envolvia eram sobre a posição do bar, a playlist do DJ e as bebidas. Só! Pensei até em mandar um convite “Ao querido noivo” (risos). Super recomendo esse formato para as futuras noivas.

Depois de passada a experiência, o que você, hoje, faria diferente? Ou tudo saiu como você sempre sonhou? No final, tudo dá sempre certo, é verdade! O processo do casamento, para mim, foi um pouco estressante. Primeiro, pelo fato de estarmos fazendo um “destination wedding”, ou seja, acompanhar tudo de longe é difícil, ainda mais para mim e para minha mãe, que somos extremamente exigentes e detalhistas. Mas quando se tem uma equipe maravilhosa, como foi a minha, tem que relaxar e confiar. Mas, hoje, acho que faria duas coisas diferentes: teria deixado para fazer as fotos de making off para o dia da prova de cabelo e make, porque no dia do casamento, apesar de eu ter ficado tranquila, você está naturalmente preocupada com muitos detalhes e acaba fazendo muito rápido. Outra coisa que me arrependo é de não ter feito fotos em alguns pontos da festa. Acabei concentrando as fotos protocoladas em um lugar só, porque queria ser rápida para não atrasar minha entrada na festa.

Qual foi o ponto alto do grande dia e, se você pudesse dar uma dica para as futuras noivas sobre quais são os aspectos fundamentais para se investir no grande dia, quais seriam eles? Com certeza, o ponto alto do casamento foi a animação de todos os convidados. Nossa turma é muito animada! Por ter sido um “destination wedding”, nos sentimos mais especiais ainda com a presença das pessoas, porque, mesmo não sendo uma viagem tão longa, isso implica algumas questões de organização para o convidado. O casamento também fica mais animado, e você se sente muito amado, e são os noivos quem fazem a festa. Ficamos grudados o tempo todo e só saímos da pista um minuto para cortar o bolo. Cumprimentamos as pessoas que foram até nós, e acho que a sinergia do casal faz toda a diferença.

 

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